quarta-feira, 16 de agosto de 2017

EM 1930 A CRISE ESTAVA BRAVA E ATRAPALHAVA O AMOR E OS TAXISTAS

A Folha da Manhã, em sua edição de 27 de agosto de 1930 narrava como uma história de amor fora atrapalhada pela crise.

Miguel Marotti, um santista de 19 anos, apaixonou-se por uma "mocinha", casada, mas que maltratada pelo marido, fugiu com Miguel para nossa cidade. Aqui, o jovem começou a trabalhar em uma fábrica, que algum tempo depois, fechou em função da crise. 

O casal ficou em situação difícil e resolveu voltar para Santos, tendo ido à Polícia solicitar passes (passagens) para aquela cidade.

Os policiais, desconfiados, investigaram o casal, que acabou sendo preso e levado a Santos sob escolta, onde foi apresentado à Delegacia Regional. 

Ignora-se o que aconteceu depois, mas se na atualidade todos os protagonistas de histórias semelhantes fossem presos, iria faltar cadeia...  

Já naquela época, e ainda sem a concorrência do Uber, os taxistas (na época chamados "chauffeurs") também viviam tempos difíceis, como mostram desenhos de Belmonte, um dos maiores caricaturistas brasileiros, publicados na mesma edição: 


Os "grilos" eram os guardas de trânsito, assim chamados em função dos apitos que utilizavam ao dirigir o tráfego.

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