quarta-feira, 5 de setembro de 2018

1931: LADRÕES ATACAVAM NO CENTRO

A Folha da Manhã, de 3 de outubro de 1931, noticiava uma tentativa de furto contra a Casa dos Frios, situada na Rua Rangel Pestana. 

Percebendo a aproximação de um guarda noturno, os ladrões atiraram contra ele antes de fugirem sem levar nada - o guarda não pode reagir por ter sua arma "entrevada". 

O jornal seguia dizendo que na mesma noite os ladrões já haviam furtado um bar situado na rua Prudente de Moraes.

A matéria termina criticando o comandante do destacamento policial da cidade, que proibira que praças de folga saíssem das dependências do destacamento (situado no prédio da cadeia, no largo de São Bento) para atenderem a ocorrências, dizendo que se essa ordem não existisse, os ladrões poderiam ter sido pegos - os tiros foram ouvidos pela sentinela.

A foto acima, colorizada por Sergio Borin, mostra o edifício da cadeia. 

sábado, 1 de setembro de 2018

ORIGENS DO BAIRRO DA BARREIRA

Muitas pessoas acreditam que nome Barreira, dado ao tradicional bairro de Jundiaí, deve-se ao fato de haver ali uma porteira que era fechada quando os trens  cruzavam a atual Rua da Abolição, que na época era o início da estrada para Campinas. 

Mais isso não é verdade; muito antes de os trens passarem pelo local existia ali uma barreira, um posto onde eram cobrados impostos sobre as mercadorias que transitavam por aquela estrada  - notícia publicada pela Gazeta de Campinas em sua edição de 31 de outubro de 1869, dá um interessante resumo acerca dos produtos que eram comercializados (e taxados): café e algodão lideravam. 

E o movimento era grande: o mesmo jornal, alguns dias depois dava notícias acerca do movimento do local - no período de uma semana passaram pela barreira mais de 8 mil animais carregados, quase 200 carros carregados, mais de 42 mil arrobas de café etc. - foram arrecadados quase dois contos e trezentos mil réis; a título de comparação, um quilo de ouro valia na época um conto; em valores de hoje a arrecadação semanal da barreira equivaleria a cerca de R$ 350 mil.

Além do resumo, o jornal (era sua primeira edição) publicava um quadro mais detalhado:
Como curiosidade, note-se as diferentes unidades de medida: arrobas (unidade de peso, cerca de 15 quilos), alqueire (unidade de volume, algo como o conteúdo de um dos cestos que eram carregados por um animal, quase sempre um burro ou mula).

Havia também comércio de poaia, uma raiz quase extinta na atualidade, e que era usada na forma de chá para combate à tosse.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

1877: A PAULISTA CRIAVA MAIS UM HORÁRIO

O jornal "Gazeta de Campinas, em sua edição de 28 de junho de 1877, publicava comunicado da Cia. Paulista de Estradas de Ferro informando que nos "domingos e dias santos", aconteceriam algumas mudanças em seus horários, a principal das quais era a saída de mais um trem de nossa cidade em direção a Campinas. 

Esse trem  teve seu horário fixado "em combinação com um trem da companhia ingleza", a Santos a Jundiaí, que chegava à nossa cidade às 16:45 - buscava-se dar mais opções aos moradores de Campinas que iam a São Paulo naqueles dias. 

O comunicado era assinado por Walter J. Hammond, "inspector geral" da Paulista, que viveu em nossa cidade e acerca do qual já publicamos um post

Hammond teve dois filhos, Paul e Leonard, nascidos em nossa cidade e que morreram na Primeira Guerra Mundial, lutando pelo exército inglês.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

1921: RIXA LEVA A CRIME DE MORTE NA VILA PROGRESSO

O jornal O Estado de S. Paulo noticiou  um crime de morte ocorrido em nossa cidade no dia 6 de julho de 1921.

Os italianos Ricardo Barbatti, marceneiro,  e Primo Boccatti, alfaiate, que mantinham uma rixa antiga, voltaram a discutir e o primeiro matou o segundo com uma facada. Ambos residiam na mesma rua, em prédios fronteiros.

A rixa já os havia levado à Polícia anteriormente, e o assunto, que parecia encerrado, voltou à tona, com desfecho trágico - o crime aconteceu na Vila Progresso. 

A notícia termina dizendo que o morto era casado e deixava além da esposa, uma filha casada. Já o assassino, mais jovem, era casado e deixava três filhos menores, tornando tudo ainda mais triste. 


quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A MUDANÇA DE NOME DA RUA 15 DE NOVEMBRO. SERIA UMA INJUSTIÇA?

A atual rua 15 de Novembro chamava-se antigamente Antonio Bento, tendo recebido a nova denominação em 1951.

Decorridos três anos da alteração, as placas da referida rua ainda não haviam sido trocadas, o que motivou um indicação do então vereador Hermenegildo Martinelli no sentido de que isso fosse feito. 

Fica uma dúvida: quem teria sido Antonio Bento? Seria o magistrado que liderou o movimento abolicionista em nosso Estado (foi juiz em Atibaia, onde inclusive iniciou a construção da Santa Casa) e que organizou o movimento dos Caifazes, que enviava emissários ao interior da Província de São Paulo para entrar em contato com os escravos das fazendas e incentiva-los a fugir, garantindo-lhes recursos e abrigo; os empregados das ferrovias apoiavam fortemente o movimento.

Se era esse o Antonio Bento que dava nome à rua, fica flagrante o equívoco na mudança de nome. Não seria o caso de nossa cidade reparar essa injustiça?


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

1969: CÂMARA MUNICIPAL COMBATIA A LIBERDADE DE IMPRENSA

O Jornal da Cidade, em sua edição de 31 de maio de 1969 publicou um editorial criticando o comportamento de alguns vereadores, especialmente durante as sessões da Câmara: uso de palavrões, vedetismo, desrespeito aos que estavam falando etc. 

A publicação provocou a revolta de alguns vereadores, que propuseram uma moção de repúdio ao Jornal, e o que é mais interessante, propondo que o assunto fosse levado ao conhecimento de outros jornais e, acreditem, ao Serviço Nacional de Informações (SNI) - será que isso deveria ser chamado "deduragem"????





domingo, 29 de julho de 2018

CASA INDEPENDÊNCIA - UMA LOJA QUE DEIXOU SAUDADE


A Casa Independência foi uma tradicional casa comercial de nossa cidade,  fundada em setembro de 1922 por Nicolau Carderelli.

O anúncio ao lado,  dos anos 1930, publicado pela revista Sultana que era editada em nossa cidade, mostra um pouco do que era vendido pela Independência: roupas, calçados, tecidos, "chapéos", armarinhos, perfumaria etc. Muito interessante a informação de que o atendimento poderia ser feito em outros idiomas; não devia ser um atendimento muito eficiente, pois as menções a todos os idiomas estão erradas, em especial o "Esplek Inglis"... Mas valia a tentativa - a foto da fachada, que abre este post, mostra como Carderelli era agressivo em termos de propaganda: falava em "grande queima", "tudo pelo preço de custo", "preços fixos" etc...

A loja situava-se na esquina da Rua Barão de Jundiaí com a então Praça Independência, hoje Praça Gov. Pedro de Toledo (a mudança de nome da praça foi objeto de outro post).  O imóvel original foi demolido e no terreno foi construído aquele que foi considerado o primeiro grande prédio da cidade, o Edifício Carderelli, que tem como autor do projeto o arquiteto Vasco Antonio Venchiarutti, e na construção teve também a participação do construtor Giácomo Venchiarutti e do engenheiro Odil Campos Saes - a foto acima é da época da inauguração do edifício. 

De estilo modernista foi inaugurado em 1950; com quatro andares e elevador, foi considerado, na época, um verdadeiro "arranha-céu" no centro da cidade. O edifício, originalmente de uso residencial, hoje abriga escritórios e consultórios médicos. O prédio, que  mantém o nome do antigo proprietário, Nicolau Carderelli, hoje tem o pavimento térreo ocupado por uma loja de calçados. 

A Casa Independência, depois de deixar seu endereço original, ocupou um espaço na Rua Barão de Jundiaí, como mostra a foto abaixo, dos anos 1980, com a seta vermelha apontando a loja. 










  

segunda-feira, 23 de julho de 2018

1834: JUNDIAHY NO "DICCIONARIO TOPOGRAPHICO DO IMPÉRIO DE BRAZIL"

O Diccionario Topographico do Império de Brazil foi publicado no Rio de Janeiro em 1834.

Procurava descrever nosso país, especialmente do ponto do ponto de vista geográfico. 

Tinha dois verbetes dedicados à nossa cidade, um tratando da cidade propriamente dita e outro do rio Jundiaí. 

Consultando-o, observa-se algumas curiosidades, por exemplo, sobre o que era plantado aqui: milho, feijão, tabaco, arroz, algodão e café. Relatava a existência de um convento Franciscano: onde ficaria, quando chegou, quando acabou?

Sobre o rio, diz que o mesmo nascia em um lugar chamado Capão Grosso - como hoje se sabe que o rio nasce na  Serra dos Cristais, em área pertencente ao município de Mairiporã, fica a dúvida - seria a informação incorreta ou o local pertencia a Jundiaí? Nosso rio percorre 128 km até desaguar no Tietê, no atual município de Salto.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

O PRIMEIRO ELEVADOR DE JUNDIAÍ

Em 1945, foi inaugurado em nossa cidade o prédio da Caixa Econômica Estadual, que abrigou também a Câmara Municipal, de 1948 até 1971; atualmente, é ocupado pelo Banco do Brasil. 

Situado à Rua Barão de Jundiaí, esquina com a Cel. Leme da Fonseca, tem, além do térreo, sobreloja e mais dois andares. Para a época, um prédio de linhas muito modernas, até hoje muito bonito, como mostra a foto feita à época, do arquivo do Professor Maurício Ferreira. 

Nele foi instalado o primeiro elevador de nossa cidade. 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

PADRE PAULO DE SÁ GURGEL - GRANDE COMO EDUCADOR E SER HUMANO

O Padre Paulo nasceu em 2 de outubro de 1920, em Ipaumirim, Ceará, filho de Octávio Gurgel e Maria das Dores de Sá Gurgel. 

Chegou à nossa cidade em 1934, como aluno do Seminário Salvatoriano que funcionava aqui - os Salvatorianos chegaram a Jundiaí em 1922. Estudou muito, inclusive em Roma, onde cursou Direito Canônico e foi ordenado em 18 de março de 1946. 

No final de 1952, voltou a Jundiaí, com a missão de fundar o então Ginásio Divino Salvador, que começou a funcionar em 1954 - a foto abaixo, do acervo do Prof. Maurício 
Fernandes, mostra o prédio onde funcionavam o Ginásio e o Seminário em 1956.

Além de Diretor do Ginásio, ministrava aulas de Latim, Português e Religião; entusiasta dos esportes, trouxe professores de Educação Física, como o saudoso Prof. Daniel Hehl Cardoso, que trabalhava com os alunos do Ginásio e com os seminaristas, que estudavam no mesmo prédio da Rua General Carneiro. 

O Ginásio consolidou-se com a criação dos cursos Clássico e Científico, adotando a denominação atual de Colégio Divino Salvador. 

Muito querido pelos alunos, sempre alegre, apaixonado pela fotografia, deixou um grande acervo que registrou a vida dos Salvatorianos em Jundiaí, Barbalha (no Ceará, onde os Salvatorianos atuam) e Roma, mantendo um laboratório fotográfico. Fluente em latim, espanhol, inglês, francês e alemão, escreveu para jornais e emissoras de rádio, além do livro "Impressões de Viagem". 

Pilotando sua motocicleta, ia às capelas que estavam sob a responsabilidade dos Salvatorianos, onde celebrava missas e atendia aos fiéis. Dentre elas, aqui em Jundiaí, a Capela de Vila Rami, hoje o Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida. E o Padre Paulo era fã de veículos de duas rodas: O Estado de S. Paulo, em sua edição de 26 de agosto de 1956 noticiava o roubo de uma moto de sua propriedade!

Em 1962, foi transferido para o Ceará, onde os Salvatorianos tem uma presença muito forte, tendo exercido diversos cargos. entre os quais o de Diretor do Colégio Santo Antonio, em Barbalha, e o de Superior da Congregação. 

Faleceu em Barbalha em 03.09.2009 onde era muito querido, a ponto de ter sido decretado ponto facultativo no dia de seu enterro.  

sexta-feira, 29 de junho de 2018

1911: COMEÇAVA-SE A FALAR NO ESCADÃO

"O Estado de S. Paulo" de 12 de agosto de 1911 noticiava estudos para a abertura de uma rua "que partindo da frente do grupo escolar Siqueira de Moraes irá terminar na rua Vigário João José Rodrigues".

A própria nota informava que não seria uma rua comum, mas sim uma escadaria - são as primeiras notícias sobre o Escadão -  abaixo, duas fotos do local, uma bastante antiga, talvez dos anos 1940 e outra mais recente, depois de reforma da área.


 

terça-feira, 26 de junho de 2018

JÁ EM 1940 SER JORNALISTA EM JUNDIAÍ ERA PERIGOSO

João Baptista de Figueiredo foi um jornalista jundiaiense que, entre outras atividades, fundou em 1926 e dirigiu o jornal "A Comarca", que tinha sede à Praça Governador Pedro de Toledo), próximo à Catedral. Viveu intensamente a vida de nossa cidade, e como não poderia deixar de ser, tinha inimigos.

Como noticiava "O Estado de S. Paulo", em sua edição de 6 de agosto de 1940, na noite de 27 do mês anterior Figueiredo foi agredido na rua Dr. Torres Neves por dois indivíduos, que se sentiram ofendidos por notícia trazida pela "Comarca". Um dos agressores, armado com um cabo de vassoura, deixou o jornalista desacordado; foi conduzido à "Pharmácia Italiana" e ali atendido pelo Dr. Felippe Elias. 

Os agressores foram José Pisápio, que confessou sua participação na agressão, e João de Araújo, vulgo Boneca, que negou; os dois foram condenados a 7 meses de prisão, tendo sido libertados condicionalmente em janeiro de 1941.

Como hoje, vida de jornalista sempre foi perigosa.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

ADONIRO LADEIRA - UM EMINENTE PROFESSOR E CIDADÃO

Adoniro Ladeira nasceu em Jundiaí no dia 06/03/1909, filho do ilustre professor Joaquim Antonio Ladeira e de Maria do Carmo Pedroso.

Fez o curso primário no então Grupo Escolar Cel. Siqueira Moraes o secundário no Ginásio Diocesano de Campinas. No Ginásio Culto à Ciência, da mesma cidade, bacharelou-se em Ciências e Letras em 1929. 

Cursou Pedagogia e Didática na Escola Normal Carlos Gomes em Campinas, recebendo o título de Professor Primário.  Em 1939 graduou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo.

Foi professor de muitas escolas de nossa cidade:  1ª Escola Profissional Mista, Instituto de Educação Experimental (hoje E.E.  Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto), Ginásio Padre Anchieta e no Grupo Escolar Cel. Siqueira Moraes para onde foi nomeado por concurso em 1936.

Advogou no Foro de Jundiaí, foi membro atuante em todos os movimentos da época, inclusive participando do Movimento Constitucionalista de 1932 - é o que está sentado, vestindo camisa clara na  foto ao lado.

Tinha múltiplos interesses: jogou futebol pelo  Paulista FC, foi diretor do Cassino Jundiaiense (entidade que deu origem ao Clube Jundiaiense) e foi candidato a prefeito em 1947, tendo sido derrotado por Vasco Antonio Venchiarutti.

Faleceu, jovem ainda, em São Paulo em 19/09/1960, estando  sepultado no Cemitério Nossa Senhora do Desterro, de nossa cidade. Dá nome a uma escola situada  no Jardim Shangai e à avenida que dá acesso ao campus do Centro Universitário Padre Anchieta.  


sexta-feira, 15 de junho de 2018

VOCÊ SABE O QUE É UMA HORIZONTAL?

Em dezembro de 1913 "O Estado de S. Paulo" noticiava uma briga entre duas mulheres, ambas prostitutas, ocorrida no Largo de São José, no centro de nossa cidade.

Segundo o jornal, uma delas foi ferida com uma pedrada na cabeça e socorrida; a agressora, foi ouvida pela polícia. 

Interessante era o termo utilizado pelo jornal para referir-se à agressora: "a horizontal"; na França do início do século XX, uma desses mulheres, quando muito cara, era chamada de "grand horizontal"...

segunda-feira, 11 de junho de 2018

ARGOS: EMPREGADOS FURTAVAM A EMPRESA ONDE TRABALHAVAM

A Folha da Manhã de 2 de abril de 1932 noticiava a  descoberta de um esquema de furto de mercadorias na Argos Industrial, uma grande fábrica de tecidos que existia em nossa cidade - suas instalações hoje são conhecidas como "Complexo Argos"; ali estão uma biblioteca e  outras organizações ligadas à educação e à cultura. 

A Argos foi uma empresa pioneira: tinha duas vilas residenciais para seus empregados, cinema, creche etc. - é muito triste que mudanças no mercado e incompetência de seus gestores tenham-na levado ao fim. 

A foto abaixo mostra a situação atual de parte da área que ocupava, praticamente no centro de nossa cidade. 


segunda-feira, 4 de junho de 2018

LEÃO ATACA EM NOSSA CIDADE

Em outubro de 1911 chegava à nossa cidade o tradicional Circo Chileno, que segundo a imprensa "trazia uma collecção zoológica composta por leões, leopardos, ursos, onça, hyenas e outros animaes ferozes".

Ao desembarcar esses animais, um leão atacou um dos funcionários, agarrando-o pelo braço e produzindo "um extenso ferimento", sofrendo ainda uma luxação na mão direita.


terça-feira, 29 de maio de 2018

ACIDENTE NA E. F. BRAGANTINA

Entre 1884 e 1967, a Estrada de Ferro Bragantina ligava Campo Limpo Paulista a Bragança - um trecho de 52 km.

A Bragantina tinha duas automotrizes diesel de procedência inglesa (foto abaixo), da marca Walker, que entraram em serviço em 1938.

Em 18 de março de 1957, uma delas descarrilou próximo a Campo Limpo; as notícias que chegaram à nossa cidade, à qual Campo Limpo pertencia, eram alarmantes: falava-se em mortos e feridos. 

O delegado de Polícia de nossa cidade mobilizou todos os recursos possíveis: ambulâncias, viaturas do Exército, bombeiros, guardas municipais - todos dirigiram-se a toda pressa para o local. Felizmente, somente aconteceram alguns ferimentos leves, como relatam os recortes de jornal abaixo.




sexta-feira, 25 de maio de 2018

1915: A BRUXA ESTAVA SOLTA NA RUA BARÃO DE JUNDIAÍ


A imprensa noticiou que na manhã de 12 de setembro 1915, José Chinchinato fraturou a perna quando foi "cuspido da sella" - caiu do cavalo na Rua Barão.

Momentos depois, passava pelo local um carro guiado pelo "chauffeur" Antonio Vidille, que atropelou um pedestre.

Vidille foi imediatamente preso! O atropelado foi levado ao Hospital São Vicente, tendo seus ferimentos sido considerados leves, o que levou à libertação de Vidille, mediante fiança - o inquérito prosseguiu, com o delegado de Polícia ouvido algumas testemunhas.

Acreditamos que se esses procedimentos fossem adotados hoje iria faltar cadeia...



domingo, 20 de maio de 2018

CAROLINA BELOTTI TARTEICA: UMA PARTEIRA DE PRIMEIRA CLASSE EM 1910

O portal Jundiaí Agora publicou no final do ano de 2017  uma matéria muito interessante relatando que  em 1910, os jornalistas jundiaienses Tibúrcio Estevam de Siqueira e João Baptista Figueiredo escreveram e organizaram o Almanach de Jundiahy. O lançamento ocorreu em janeiro do ano seguinte pela Folha Typografia e Pautação, estabelecimento que funcionava também como livraria e papelaria. 

Esse almanaque, com 215 páginas, trazia anúncios, poesias, registro de datas importantes de nossa cidade, lista dos povoadores, passatempos e variedades - era uma visão dos tempos em que  Jundiaí era uma pacata cidade com 11 mil habitantes.

Um dos anúncios era o de uma "parteira de primeira classe", que atendia às parturientes de nossa cidade - naquela época, a regra era que as crianças nascessem em casa, com o auxílio dessas profissionais. Hospital, apenas em casos raríssimos (só tínhamos o S. Vicente, foto acima); conhecemos pessoas nascidas nos anos 1960 que, em nossa cidade, vieram ao mundo com o auxílio de parteiras. Carolina Belotti Tarteica, ao que parece, era uma profissional com formação muito boa. 

O exemplar do almanaque que serviu para a elaboração da matéria faz parte do acervo do Sebo Jundiaí, foi resgatado pelo professor Maurício Ferreira em um depósito papéis para reciclagem. O acaso ajudou a preservar a história da cidade,  já que o almanaque  é raríssimo.

O almanaque teve uma nova edição lançada em abril de 2012.


Uma curiosidade: pautação era o trabalho de imprimir linhas em papéis que seriam utilizados para escrita - hoje, papel pautado é cada vez menos utilizado...

sábado, 19 de maio de 2018

NOVEMBRO DE 1942 - ERA ELEITA A RAINHA DOS ESTUDANTES DE JUNDIAÍ

O jornal Folha da Manhã de 5 de novembro de 1942 noticiava a eleição da "Rainha dos Estudantes".

As candidatas representavam escolas e os votos eram vendidos - isso era comum naquela época, quando se pretendia arrecadar fundos para alguma campanha - no caso, com o Brasil entrando na 2ª Guerra Mundial, os valores arrecadados iriam para a campanha pró Marinha de guerra. 

domingo, 13 de maio de 2018

O GRUPO GASPARIAN CALOTEOU TRABALHADORES JUNDIAIENSES

A Fábrica São Jorge era uma indústria têxtil pertencente ao Grupo Gasparian que acabou falindo e deixando de pagar seus empregados.

Em sua edição de 30 de setembro de 1970, O Estado de S. Paulo noticiava que o imóvel onde se localizava a fábrica fora vendido e os funcionários receberiam uma parte do que lhes era devido - o imóvel, localizado em local nobre da cidade, próximo ao centro da cidade e à Av. 9 de Julho, abriga hoje um grande supermercado - a foto ao final do post mostra o supermercado logo após sua inauguração. 

Outra empresa do mesmo grupo, a Fiação e Tecelagem Jundiaí teve destino semelhante, também caloteando seus funcionários - seu prédio é ocupado hoje pela Receita Federal.







terça-feira, 8 de maio de 2018

DA CAPELA PAI MANOEL À PARÓQUIA NOVA JERUSALÉM

A região onde fica a igreja Nova Jerusalém era chamada antigamente Pai Manoel, não sabemos por quais razões. 

Em 1932, foi erguida ali uma pequena capela, que mesmo passando por algumas reformas, ficou muito pequena para as necessidades da comunidade.

Em março de 1968, com sede na capela, foi criada a Paróquia Bom Jesus de Jundiaí. Em agosto daquele mesmo ano, o padre espanhol Jesus Bosco Priante tomou posse como seu primeiro pároco.

Imediatamente começaram os trabalhos para construção de uma igreja, em área próxima à antiga capela, tendo, depois de muito trabalho, a nova igreja sido inaugurada em 23 de março de 1975, um Domingo de Ramos; a foto abaixo, do acervo do Prof. Maurício Ferreira, mostra a igreja em construção em 1972.


Já a próxima foto, mostra a inauguração da nova igreja, aparecendo em primeiro plano o Padre Jesus, o então prefeito Íbis Cruz, o primeiro Bispo de Jundiaí, Dom Gabriel Paulino Bueno Couto e o Comendador Hermenegildo Martinelli. 


Como esse novo local era chamado Nova Jerusalém pelos paroquianos, o segundo Bispo  de Jundiaí, Dom Roberto Pinarello de Almeida, resolveu, em decreto de 1º de janeiro de 1990, alterar o nome da paróquia, de Bom Jesus, para Nova Jerusalém. Até mesmo o bairro mudou de nome, sendo chamado agora Vila Della Piazza. 



quinta-feira, 3 de maio de 2018

ACIDENTE DE CARRO EM 1936. A VÍTIMA SERIA O CHICÃO, DO CENTRO DE SAÚDE?

Em 21 de abril de 1936, um acidente de carro feriu dois jundiaienses que viajavam para a cidade de Araraquara. 

Segundo "O O Estado de S. Paulo", um deles, Francisco Stuchi, feriu-se gravemente, com fraturas em uma das pernas.

Seria essa pessoa o querido e popular Chicão, que trabalhou no Centro de Saúde de nossa cidade? Chicão, que claudicava, andava com dificuldades, frequentava o Dadá, bar situado no centro de nossa cidade, sempre disposto a um bom papo.