A notícia dizia ser provável que o casal tenha ido para a localidade de Campo Largo, Jarinu, onde o "raptor" teria parentes.
Curioso é que ao descrever a menina raptada, a nota dizia que ela estava descalça...
A notícia dizia ser provável que o casal tenha ido para a localidade de Campo Largo, Jarinu, onde o "raptor" teria parentes.
Curioso é que ao descrever a menina raptada, a nota dizia que ela estava descalça...
Chamamos tifo a um conjunto de infecções bacterianas transmitidas por parasitas como piolhos, ácaros e pulgas.
Atualmente o tifo não é muito comum e normalmente aparece em contextos de más condições de salubridade e grandes aglomerados de população.
Não existem vacinas que possam prevenir a doença, que é tratada com antibióticos e exige melhoria das condições de higiene para que não prolifere.Segundo a edição de 24 de dezembro de 1929
do jornal O Estado de S. Paulo, o tifo grassava em nossa cidade, inclusive tendo feito uma vítima fatal, um jovem que residia à rua Siqueira de Moraes.
O jornal alertava a população acerca da necessidade de combater as moscas,
Mas dizia que não adiantava usar o flit em uma casa isoladamente, pois as moscas iriam se retirar e voltar em seguida; a proposta era que todos os dias, às 10 e às 20 horas, toda a cidade aplicasse o inseticida.
O jornal dizia que "quem for pobre deveria mandar encher seu pulverizador na Câmara, gratuitamente"...
As doenças infecciosas fazem vítimas há muito tempo...
O
A Columbia Records lançou nos anos 1960 seu “Highway Hi-Fi”, uma vitrola para ser instalada em automóveis.
A foto abaixo mostra o aparelho instalado no Volvo P1800 1967 do jogador do Manchester City Mike Summerbee.
Note-se que, pelo seu tamanho, o Highway Hi-Fi não podia tocar os LPs de 12 polegadas, os discos mais comuns da época.
Em sua edição de 18 janeiro 1870, o Correio Paulistano trazia o anúncio de uma loja de calçados de nossa cidade.
O anúncio ressaltava os preços e qualidades dos produtos vendidos e dizia também que o negócio precisava de dois aprendizes de sapateiro.
A loja ficava na rua Direita, hoje Barão de Jundiaí.
O anúncio dizia que o estabelecimento trabalhava com gêneros de muito boa qualidade, e que era "muito afreguezada e em lugar muito excellente" - ficava no "canto da rua do Rosário".
O negócio provavelmente ficava em uma esquina da Rua do Rosário - seria muito interessante saber exatamente onde, se o negócio aconteceu e por que seus sócios, Nóbrega & Vieira queriam passar o estabelecimento à frente.
Em sua edição de 8 de novembro de 1936, o jornal O Estado de S. Paulo publicou matéria especial sobre nossa cidade, da qual constaram anúncios de diversas empresas da cidade.
Dentre essas, estava a fábrica de cadeiras de Guido Pellicciari, uma grande empresa para os padrões da época.
A fábrica situava-se no bairro de Vila Arens, onde hoje existem dois grandes edifícios residenciais, um tem seu nome e outro o de sua esposa.
A empresa ganhou notoriedade pela quantidade e qualidade de seus produtos, atingindo em pouco tempo o título de maior empresa do ramo no Brasil.
Guido Pellicciari também foi vereador em Jundiaí; nasceu em 1897 e faleceu em 1972.
Em artigo publicado na Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, edição de agosto de 2021, Guilherme Grandi e Marcelo Roubicek contam que a primeira tentativa de criação de um time de futebol ligado aos ferroviários da Companhia Paulista alocados no município de Jundiaí, fundamentalmente nas oficinas de construção, reparos e manutenção do material ferroviário, se deu em 1903 por meio do Jundiahy Foot Ball Club.
Segundo os autores, a fundação do clube aconteceu durante "reunião reunião realizada em frente à locomotiva nº 34, estacionada no pátio de manobras, perto da fundição".
Sua primeira partida foi disputada em 24 de
O jogo foi realizado em um campo no bairro da Barreira, próximo à sede da Companhia Paulista em Jundiaí; os atletas usaram como vestiário um vagão de trem estacionado nas proximidades do campo onde se realizou a partida. A equipe da Lapa venceu por um a zero.
A escalação do Jundiahy para esse jogo foi a seguinte: John Normanton; A. Henworthy e T. Scott; G. Hanikel, Curadi e Pacheco; Ribeiro, Rogek, J. Henworthy, Frederico Fuller e Leite; na reserva, J. Simões e A. Simões.
A foto acima lado mostra uma das formações da equipe, não se conhecendo a data em que foi feita.
O Jundiahy Football Club foi extinto em 1908, segundo diz a historiadora Ana Lucia Duarte Lanna em trabalho que apareceu na publicação Varia Historia, de 2016.
Na edição de 4 de fevereiro de 1900, um domingo, o jornal O Estado de S. Paulo publicava um anúncio da Arens Irmãos, uma das maiores empresas de nossa cidade, à época.
Os salários não eram pagos há quatro meses e as dívidas cresciam, tendo o telefone e a luz do estádio sido cortados - é mais ou menos o que acontece hoje - e não há perspectivas de melhora.
Na sessão da Câmara Municipal acontecida
O estabelecimento, de propriedade de João Varanda, ficava na Rua Senador Fonseca.
O Vereador propôs que fosse proibida a condução do gado solto, como era costume, e que quando o mesmo precisasse cruzar a cidade, fosse conduzido pelo Largo de São Bento e descesse para a Rua da Palha (atual Prudente de Moraes).
A proposta foi votada e aprovada.
É curioso saber os nomes antigos de algumas de nossas ruas e praças:
- Rua Barão de Jundiaí, Rua Direita
- Rua do Rosário, Rua Francisco Glicério e anteriormente, Rua dos Antunes
- Rua Eng. Monlevade, Rua do Pelourinho
- Rua Rangel Pestana, Rua Marquês de Monte Alegre
- Rua XV de Novembro, Rua Santa Cruz
- Rua Prudente de Moraes, Rua da Palha
- Rua Marechal Deodoro da Fonseca, Rua Capitão Damásio, anteriormente Rua do Piolho
- Vila Arens, bairro do Pito Aceso
- Rua Secundino Veiga, Rua Jacinto Borges
- Rua Siqueira de Moraes, Ladeira do Matadouro
Lázaro de Almeida, nascido em Valinhos no ano de 1916 e falecido em Jundiaí em 1995, era conhecido como "Arquimedes".
Farmacêutico, extremamente querido, foi vereador e presidente da Câmara em várias legislaturas.
Líder comunitário, envolveu-se com artes e esportes; de temperamento otimista, era um pacificador de conflitos nato.
Seu sobrinho, o Prof. Francisco José Carbonari, também tem um grande histórico de serviços prestados à nossa cidade e ao nosso estado, tendo ocupado entre outros cargos os de vereador, secretário municipal da Educação e presidente do Conselho Estadual de Educação.
Segundo a notícia, quatro homens armados com metralhadora invadiram a indústria AEG - Telefunken, situada na estrada hoje denominada D. Gabriel Paulino Bueno Couto, a estrada de Itu, como ainda é conhecida.
Os bandidos levaram o dinheiro que era destinado ao pagamento dos funcionários da empresa, que naquela época ainda era feito em dinheiro vivo.
Felizmente, perdeu a briga e temos hoje o Solar como um ponto de referência de nossa cidade.
Mas os partidários do "bota abaixo" também tinham outro alvo, o prédio do então grupo escolar Siqueira de Moraes, hoje a Pinacoteca Diógenes Duarte Paes.
O prédio, que foi a primeira escola pública de nossa cidade, construído em 1896, felizmente resistiu e segue importante para a cultura da cidade.
Houve uma reunião no dia 24.12.1666; antes de seu início, foi constatada a ausência do vereador Antonio Coresma de Almeida.
Procurado em sua residência não foi encontrado, tendo o vereador mais velho, Manoel Antunes Preto proposto que o ausente fosse multado em seis mil réis, proposta que foi aceita pelos demais.
Bem diferente do que acontece hoje, quando nossos vereadores tem belos salários, a possibilidade de nomear assessores (sem concurso), gabinetes e outras mordomias, para...
Gozou de grande prestígio na comunidade, pois inexistindo médicos na cidade, fazia as vezes destes, atendendo e medicando os doentes em suas próprias casas.
Foi também um dos fundadores do Clube Dois de Abril (atual Clube Beneficente e Recreativo 28 de Setembro) e o primeiro presidente do Hospital São Vicente de Paulo, cuja foto, dos anos 1910, ilustra este post - o hospital entrou em funcionamento em 1902.
Durante a sua gestão à frente do Hospital, jamais deixou faltar remédios ou mantimentos aos pacientes, garantindo-os até com a utilização de seus parcos recursos.
Zacarias de Góes manteve sua farmácia na Rua Dr. Torres Neves até falecer em 22/9/1935.
Homenageando-o, Jundiaí deu seu nome a uma rua do centro da cidade, a antiga rua Adolpho Gordo.
Eduardo Tomanik nasceu em Petrópolis em 24/4/1875 e faleceu em nossa cidade em 30/8/1936.
Fez seus estudos no Colégio D. Pedro II, no Rio de Janeiro, destacando-se desde o curso primário, em cuja conclusão recebeu uma condecoração entregue pelo Imperador Pedro II, como o melhor aluno de sua turma.
Ainda jovem, mudou-se para Jundiaí, como funcionário da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, passando a viver intensamente nossa cidade, tendo sido em 1900, um dos fundadores do Grêmio CP; posteriormente, também ajudou a fundar a Cooperativa dos Empregados da Cia. Paulista.
Amante das artes em geral e, particularmente,
da música, dedicou-se ao violino e ao bandolim e fez parte orquestra que animava as sessões do antigo Cine Ideal, na época do cinema mudo - o Ideal e a Cooperativa ficavam na Rua Marechal Deodoro, ao lado do Grêmio - a foto abaixo mostra o cinema e o clube.
Em 1932 esteve à frente do grupo fundador da Sociedade Jundiaiense de Cultura Artística, da qual veio a ser o primeiro presidente.
Eduardo Tomanik dá seu nome a uma importante rua de nossa cidade.
A Folha, 14.01.1926 publicava um anúncio em que a parteira Olga Daumichen oferecia seus serviços.
Era uma parteira diplomada, ao contrário de outras que eram chamadas "curiosas". Anteriormente atuara em nossa cidade outra parteira diplomada, Carolina Belotti Tarteica, de quem já falamos neste post.
A referida senhora dizia atender chamados a qualquer hora, para partos, exames, consultas, injeções e tratamentos e dava como endereço a Rua Prudente de Moraes 156, com o telefone 51.
Segundo o Almanak Leammert, em 1935 atuavam em nossa cidade mais duas parteiras, Carolina Donatti e Edeltrudes Fragoso.
O jornal Cidade de Jundiahy, em sua edição de 18 de janeiro de 1891 trazia um anúncio da loja "A Pendula Européa".
Tratava-se de uma relojoaria e joalheria, que além desse tipo de produto vendia "sanphonas" e prestava serviços de manutenção de relógios, joias, caixas de música e outros instrumentos.
Muito interessante também a forma pela qual era dado o endereço da loja: "Rua Barão de Jundiahy - em frente ao jardim".
O proprietário da loja chamava-se Miguel Franco, e os preços eram "verdadeiramente baratíssimos".
Bons tempos, aqueles de 131 anos atrás!
Em setembro de 1868 o jornal Correio Paulistano publicava um anúncio falando da oferta de passagens de trem a preço promocional entre Jundiahy, São Paulo e Santos, no período do feriado de 7 de setembro.
As passagens de ida e volta seriam vendidas ao mesmo preço cobrado por um único trecho. Mas havia uma restrição: não haveria despacho de bagagens - é interessante verificar que as companhias aéreas adotam, mais de 150 anos depois, políticas semelhantes.