terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Ariosto Mila: um ilustre cidadão

Em sua edição de 23 de fevereiro de 1968, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava a posse do Prof. Ariosto Mila na direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU). A matéria dizia que o Professor orgulhava-se de ter nascido em Jundiaí, onde morava e pretendia morrer. A foto abaixo mostra-o discursando durante a posse.

Professor da USP desde sua graduação em 1940, Ariosto Mila chegou à livre docência, o mais alto grau entre os professores daquela Universidade. 

Artista plástico, foi membro do Fundo para Construção da Cidade Universitária, presidente do CREA,  presidente da Comissão Permanente do Plano Diretor de Jundiaí, onde conduziu os primeiros estudos para implantação do Paço Municipal.

Foi também presidente da Comissão de Estudos para restauração do Teatro Polytheama. Dá nome a um auditório da FAU.

Nasceu em  28/12/1912 e faleceu em 08/12/1987.

Um grande jundiaiense, de quem pouco se fala em nossa cidade. 



terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Agosto de 1933: era lançada a pedra fundamental da igreja de Corrupira


Em agosto de 1933 a imprensa noticiava o lançamento e benção da pedra fundamental da igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro de Corrupira, que seria vinculada à Paróquia de Vila Arens.

O terreno para construção do templo foi doado pelo casal Francisco e Rita de Monlevade - o Engenheiro Monlevade era o presidente da Cia. Paulista de Estradas de Ferro.

Após a solenidade religiosa, houve uma "kermesse" (como se escrevia na época" e a seguir um baile que se prolongou até a madrugada.
   

sábado, 1 de janeiro de 2022

A PAULICEA - HOJE, SÓ SAUDADE


Um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais de nossa cidade foi a Paulicéa, fundada em 1° de julho de 1898.

Esse tradicional estabelecimento, de panificação e confeitaria foi dirigido pela família Fehr, até o ano de 1965.

Funcionou até 2008, tendo sido, durante 110 anos, um dos locais preferidos pelos jundiaienses, que até hoje sentem falta do tradicional estabelecimento.
 

1936: TORNEIO INICIO DE BASQUETE NO GREMIO

Em 13.9.36, a Folha da Manhã noticiava a realização do Torneio Início de um campeonato de basquete que acontecia entre os associados do Grêmio CP, tradicional clube de nossa cidade.

Algumas curiosidades sobre o clube e o evento:

- o Grêmio foi fundado em 15 de Novembro de 1900 por funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro

- a entidade era conhecida como Grêmio Paulista

- seu presidente era o Dr. Clóvis de Sá e Benevides (mais informações sobre esse ilustre médico podem ser encontradas aqui)

- as equipes eram chamadas "turmas"

Note-se que a crise que vivemos parece estar levando o clube a fechar sua sede central, concentrando suas atividades em sua bela sede de campo situada no bairro do Caxambu.



quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

1912: maçons de Jundiaí homenageavam Quintino Bocaiuva

Em sua edição de 15 de julho de 1912, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava homenagens prestadas pela Loja Maçônica Amor e Concórdia, de nossa cidade, à memória de Quintino Bocaiuva, um jornalista, militar e político, conhecido por sua atuação no processo da Proclamação da República, que falecera em 11 de junho daquele ano. 

Como político, foi o primeiro ministro das relações exteriores da República, de 1889 a 1891, e presidente (governador)do estado do Rio de Janeiro, de 1900 a 1903.  

Bocaiuva fora, durante muitos anos, Grão Mestre da Maçonaria Brasileira. 

A Loja Amor e Concórdia, fundada em 1893, ocupa um prédio histórico situado no início da rua Barão de Jundiaí.




segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

1966: ESPORTIVA ERA CAMPEÃ DE HALTEROFILISMO

A querida Associação Esportiva Jundiaiense era tradicionalmente muito forte em halterofilismo.

Em 29 de novembro de 1966, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava que a Esportiva ganhara o campeonato juvenil disputado em S. Paulo, no Palmeiras. 

Dois atletas esportivanos foram os
primeiros colocados em suas modalidades: José Maria Batista (peso galo) e Paulo Batista de Sene (peso pena). 
Nessa competição, Sene quebrou recordes brasileiros. 

Sene foi um dos mais destacados atletas jundiaienses, tendo competido nas Olimpíadas de Montreal (1976) e Moscou (1980)e em diversas outras competições no exterior.  




1966: ERA CRIADA A DIOCESE DE JUNDIAÍ



Em sua edição de 27 de novembro de 1966, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava a criação da Diocese de Jundiaí. 

A Diocese foi produto do desmembramento da Arquidiocese de S. Paulo, tendo sido também adicionada a ela a então paróquia de Louveira, que pertencia à Arquidiocese de Campinas. 

Como sabemos, nosso primeiro bispo foi D. Gabriel Paulino Bueno Couto, então bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, cujo titular era o Cardeal D. Agnelo Rossi, cuja família residia em nossa cidade.  






sexta-feira, 19 de novembro de 2021

JÁ EM 1966 OS SERVIÇOS PRESTADOS PELOS CORREIOS ERAM PÉSSIMOS

 

Não é de hoje que os serviços prestados pelos Correios são péssimos.

Já em 1966 as queixas eram muitas, como noticiava O Estado de S. Paulo em sua edição de 12 de maio daquele ano, quando relatava que um documento enviado daquela cidade para Jundiaí demorou 19 dias para chegar.

domingo, 14 de novembro de 2021

O LAR NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS FUNCIONAVA COMO UM PENSIONATO

O jornal O Estado de S. Paulo publicou em sua edição de 24 de abril de 1966 um anúncio oferecendo vagas para senhoras em um pensionato mantido pelas Irmãs Vicentinas. 

Esse tipo de estabelecimento praticamente deixou de existir, e era utilizado por mulheres sem família e estudantes do sexo feminino que viviam fora de suas cidades - na época, não era de bom tom mulheres viverem sozinhas...

O Lar N. S. das Graças foi fundado em 26 de outubro de 1956 e hoje recebe idosos carentes em situação de risco.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

A SAIDA DE DALMO DO SANTOS F.C.

Em sua edição de 7 de abril  de 1965, O Estado de S. Paulo noticiava que o Santos FC havia dispensado um de seus jogadores, o jundiaiense Dalmo Gaspar.

Mas era uma dispensa estranha: valia por dois anos e Dalmo não poderia jogar em clubes paulistas. 

Dalmo acabou indo para o Guarani de Campinas, onde ficou por dois anos; a seguir veio para o Paulista, onde encerrou sua carreira em 1967.



sábado, 21 de agosto de 2021

EM 1918 JUNDIAHY ERA ASSIM

 



Em 1918 a Companhia Paulista de Estradas de Ferro publicou um álbum comemorativo do 50º aniversário de sua fundação.

Nele trazia informações acerca das cidades servidas pela ferrovia; sobre Jundiaí dizia:


O álbum pode ser encontrado aqui.

 




segunda-feira, 16 de agosto de 2021

UM CARRO ELÉTRICO MADE IN JUNDIAÍ


Em 22 de fevereiro de 1965, nossa cidade era notícia no "O Estado de S. Paulo"  - o jundiaiense Maurício Lorencini apresentaria seu carro elétrico no Rio de Janeiro.





domingo, 18 de julho de 2021

PIONEIRISMO NA EDUCAÇÃO: EM 1960 O INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TORNAVA-SE EXPERIMENTAL

No inicio do ano letivo de 1960, eram instaladas no então Instituto de Educação, duas classes experimentais, onde seriam utilizados novos métodos de ensino, que pretendiam revolucionar o que era então chamado ensino do 1º e 2º ciclos. 

Essa escola seria a primeira a utilizar esses métodos em todo o nosso estado, evidenciando sua importância e de nosso município. 

O velho Instituto hoje é uma sombra de seu glorioso passado, para tristeza da cidade e de todos aqueles que nele estudaram e ensinaram.



A CÂMARA MUNICIPAL ERA "UM ESPETÁCULO"

Os jornais da capital frequentemente traziam notícias sobre os "espetáculos" dados pelos nossos vereadores. 

Em 5 de fevereiro de 1960, mais uma dessas notícias aparecia, dessa vez tendo como protagonista o vereador Carlos Gomes Ribeiro, que acabou sendo expulso do recinto da Câmara.






 


terça-feira, 29 de junho de 2021

O MALTRATADO CENTRO DE NOSSA CIDADE

O centro de nossa cidade segue sujo, mal cuidado, frequentado por pedintes que abordam os pedestres de forma violenta. 

Infelizmente, essa situação vem de longe: em 9 de novembro de 1959, o então vereador Alberto Costa dizia que


Hoje, o problema não ocorre apenas às segundas feiras, mas em todos os dias da semana.

Naquela época, o vereador pedia à Prefeitura que resolvesse o problema: 


Será que algum dos atuais vereadores não poderia também pedir providências? A cidade certamente agradeceria...

segunda-feira, 28 de junho de 2021

JUNHO DE 1959: PRESOS TENTAM FUGIR E INCENDIAR CADEIA

Em 23 de junho de 1959, alguns presos da velha cadeia de nossa cidade, situada na área hoje ocupada pelo Fórum, teriam tentado uma fuga.

A fuga foi evitada e como castigo os presos tiveram a alimentação suspensa por três dias - um decreto permitia que isso fosse feito por até cinco dias.

Inconformados, os presos atearam fogo aos seus colchões e pretendiam incendiar o prédio, sendo impedidos pela polícia e pelos bombeiros.

Observe-se que entre os presos, havia um jovem de 16 anos.

O regime realmente era muito mais duro...


  

 

MAIO DE 1959 - ERA INAUGURADA A FÁBRICA DA AEG EM NOSSA CIDADE

 A fábrica situava-se na estrada Jundiaí-Itu. Tornou-se depois a Transformadores União e depois Siemens

sábado, 26 de junho de 2021

DESFALQUE EM JUNDIAÍ ERA ASSUNTO DA IMPRENSA DA CAPITAL


Em 11 de abril de 1959 o jornal O Estado de S. Paulo tratava de um desfalque ocorrido na coletoria regional do IAPETEC, situada em nossa cidade. 

O IAPETEC, Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas, foi uma das entidades que mais tarde deu origem ao INSS.

A história era escabrosa: além do desfalque, falava-se em tentativa de suicídio e outros episódios estranhos. 



1959: VEREADORES ENVERGONHAVAM NOSSA CIDADE

Em sua edição de 22 de fevereiro de 1959, o jornal O Estado de S. Paulo relatava fatos que envergonhavam nossa cidade. 

A matéria começava afirmando que nossa
Câmara de Vereadores era chamada pelos moradores de "o cirquinho da cidade".

Prosseguindo, a matéria relatava tumulto provocado pelo vereador José Hélio Hércules, que, licenciado, tentara reassumir o cargo durante uma votação. 

Impedido pelo presidente da Câmara, tentou agredir seu suplente, Valmor Barbosa Martins, mais tarde nosso prefeito.

Soldados da Força Pública foram chamados para tentar conter o tumulto, mas novos atos de violência levaram a sessão a ser encerrada. 


segunda-feira, 14 de junho de 2021

FRANCISCO JANOUSEK E SUA "ALFAIATARIA INTERNACIONAL"

Foi publicado recentemente no blog "JUNDIAÍ
ANTIGA EM FATOS FOTOS E VERSÕES", um post com imagens da Alfaiataria Internacional, mantida por  Francisco Janousek e que ficava na Rua Torres Neves. Na foto, Janousek aparece em companhia de sua filha Ernestina.

Em sua edição de 5 de abril de 1915, o jornal "O Estado de S. Paulo" noticiava que Janousek fez uma contribuição de 6$000 (seis mil réis), para a "kermesse em benefício do asylo da mendicidade Barão do Rio Branco". A título de comparação, um exemplar do jornal custava 100 réis. 

Evna Arruda, bisneta de Janousek, que publicou o post, diz acreditar que as imagens, que reproduzimos aqui, sejam do final do século XIX. 


segunda-feira, 19 de abril de 2021

JÁ NO FINAL DO SÉCULO XIX, JUNDIAÍ SEDIOU UM BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR

Pouca gente sabe, mas em fins do século XIX, mais precisamente entre os anos de 1892 e 1896, nossa cidade sediou um batalhão da Polícia Militar, o atual  2º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano “Coronel Herculano de Carvalho e Silva” - 2.º BPM/M - cognominado  “Dois de Ouro”.

O Batalhão foi criado em 1° de dezembro de 1891 com a denominação de 2° Corpo Militar de Polícia; sua denominação foi alterada várias vezes, tendo sido chamado  2° Batalhão de Infantaria, 2° Batalhão de Caçadores Paulistas e 2° Batalhão Policial, até chegar à denominação atual.

Fica uma curiosidade: enquanto em nossa cidade, onde ficava o quartel do Batalhão? Era uma unidade grande, com mais de 600 homens, embora provavelmente estivesse dividido em destacamentos espalhados por cidades do interior. 

domingo, 4 de abril de 2021

A GRIPE ASIÁTICA DOS ANOS 50: UMA TRISTE LEMBRANÇA



Nos anos de 1957/58, houve uma pandemia de gripe, conhecida como "gripe asiática", que se iniciou na China e espalhou-se pelo mundo, matando pelo menos um milhão de pessoas.

O vírus que causou a pandemia foi originário do cruzamento de um vírus presente em aves, provavelmente gansos, com o vírus da gripe humana - como se tratava de uma nova cepa, havia imunidade mínima na população.

Causou muitas infecções em crianças, espalhando-se nas escolas e levando ao fechamento de muitas delas, mas raramente era fatal em crianças.

O vírus foi mais mortal em mulheres grávidas,
idosos e naqueles com doenças cardíacas e pulmonares pré-existentes.

Nossa cidade também foi afetada: muitos milhares de pessoas adoeceram, aconteceram mortes, inclusive de crianças, e escolas foram fechadas. O atendimento médico era deficiente, não existia nada parecido com o SUS; aqui, existia o SAMDU, um serviço público destinado ao atendimento de urgências, mas que não tinha estrutura para atender as centenas de casos que aconteceram por aqui a cada dia, inclusive por terem seus médicos sido atingidos.

Infelizmente, estamos vivendo tempos ainda piores.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

1957: POLÍCIA PRENDE BICHEIROS E APOSTADORES EM JUNDIAÍ

O jornal O Estado de S. Paulo noticiava em 21 de setembro de 1957 diligência policial em "antros do jogo do bicho" de nossa cidade.

Foram presos cambistas e apostadores, e apreendidos CR$ 40 mil, cerca de R$ 5,5 mil em valores atuais, além de "farto material de jogo". 

A curiosidade é que um dos cambistas dá nome a uma rua de nossa cidade...

quarta-feira, 31 de março de 2021

1957: FALSÁRIOS, LADRÕES E CASCAVEL ERAM NOTÍCIA EM JUNDIAÍ


Em sua edição de 26 de junho de 1957, o jornal O Estado de S. Paulo trazia três notícias de nossa cidade.

A primeira, relatava a prisão de uma pessoa que tentava passar uma nota falsa - era uma nota de Cr$ 10 adulterada para passar por uma de Cr$ 500 - era um valor alto, pois o jornal naquela época custava Cr$ 2,50 - assim, poderíamos dizer que, coincidentemente, tratava-se de algo como R$ 500 de hoje.

A segunda notícia, dava conta da prisão de um ladrão de residências e casas comerciais; um comparsa era procurado pela polícia. Como curiosidade, ambos eram membros da Guarda Noturna, uma organização que existia em nossa cidade.

A terceira nota dava conta da morte de uma pessoa que fora picada por uma cascavel no bairro do Horto.   


 


 

terça-feira, 30 de março de 2021

EM 1957 OS 'TELEFONES AUTOMÁTICOS' CHEGAVAM À NOSSA CIDADE


Em 29 de junho de 1957, foram inaugurados as novas instalações e serviços da Telefônica Jundiaí, produto dos esforços de empreendedores de nossa cidade.

Seu presidente era Jurandir de Souza Lima, sendo a diretoria composta por outras personalidades jundiaienses.

Os telefones de nossa cidade passavam a ser "automáticos", ou seja, não era mais necessária a intervenção da telefonista para as ligações locais, apenas para as interurbanas. 

Eram 3 mil telefones, com previsão de instalação de mais 10 mil; os números tinham 4 algarismos - o de minha casa era 5136. 

A Telefônica Jundiaí acabou sendo absorvida pela TELESP, quando esses serviços foram centralizados a nível estadual, no ano de 1974. 

A foto abaixo, do acervo do Prof. Maurício Ferreira, mostra uma imagem do prédio, situado na esquina das ruas Barão de Jundiaí e Siqueira de Moraes.



terça-feira, 16 de março de 2021

1957: FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA INTERDITAVA FÁBRICAS DE LINGUIÇA EM NOSSA CIDADE


Em sua edição de 2 de fevereiro de 1957, O Estado de S. Paulo noticiava a interdição de duas fábricas de linguiça situadas em nossa cidade. Uma delas ficava na Rua Carlos Gomes e a outra na Regente Feijó.

Segundo o jornal, a fiscalização da Saúde Pública havia visitado as fábricas, ali "verificando a inexistência de princípios os mais comezinhos de asseio ou condições de funcionamento" - provavelmente ambas situavam-se na  residência de seus proprietários.   



domingo, 14 de março de 2021

EM 1940 ERA ABERTA A CONCORRÊNCIA PARA A CONSTRUÇÃO DO CENTRO DE SAÚDE



O jornal Folha da Manhã, em sua edição de 22 de outubro de 1940, anunciava a concorrência para construção do novo prédio do Centro de Saúde, na Praça dos Andradas, no centro de nossa cidade. 

A ideia anterior era construir o Centro ao lado do Mercado, na Rua Barão de Jundiaí, cujo prédio abriga hoje o Centro das Artes, fechado há longos anos. 

Na Praça dos Andradas, que era também conhecida como Largo Paissandu, pretendia-se construir o Ginásio Estadual, que no entanto só chegou à nossa cidade muitos anos depois. 

O jornal elogiava a escolha do local, que apesar de bastante central,  encontrava-se "relegado a completo abandono".

O prédio, depois de reformado, é hoje ocupado pela Polícia Militar.




sexta-feira, 12 de março de 2021

SEM HABEAS CORPUS PARA HOMEM QUE MISTURAVA ÁGUA AO LEITE

Luis Negro, residente à rua Barão do Rio Branco foi preso em flagrante ao misturar água ao leite que vendia.

Foram contratados para defende-lo dois
advogados, um já muito famoso, José Romeiro Pereira, de quem já falamos em outra postagem, e Jacyro Martinasso, ainda jovem mas que se tornaria também um advogado de renome em Jundiaí.

Os advogados impetraram um habeas corpus em favor do acusado, mas o pedido foi rejeitado pelo juiz João Roberto Martins, conforme noticiou O Estado de S. Paulo em sua edição de 5 de abril de 1956.



quarta-feira, 3 de março de 2021

A "NOITE DO ORGANDI" EM NOSSA CIDADE

A imprensa noticiava que no dia 4 de fevereiro de 1956, aconteceria no Clube Jundiaiense  a "Noite do Organdi", na qual seria realizado um desfile de modas. 

O evento fazia parte das comemorações do 3º Centenário de nossa cidade, e foi patrocinado pela tradicional marca "Organdi Paramount Permanente".

O organdi é um tecido transparente, que é mencionado em várias obras, como no poema "Tragédia Brasileira", de Manoel Bandeira e na música "Camisola do Dia", de Herivelto Martins e David Nasser. 

A matéria trazia a foto de "um grupo de jovens da sociedade jundiaiense" que participaria do desfile. 

A foto é reproduzida abaixo, mas sua qualidade não e boa. Talvez os leitores possam identificar algumas das jovens.



 

terça-feira, 2 de março de 2021

O DEPUTADO EUVALDO LODI MORREU EM ACIDENTE NA VIA ANHANGUERA


Em acidente acontecido no km 67 da Via Anhanguera, morreu o deputado federal Euvaldo Lodi.

Seu carro, uma Mercedes, chocou-se lateralmente contra um caminhão carregado de uvas que trafegava em sentido contrário. O fato aconteceu na noite de 18 de janeiro de 1956.

Engenheiro, eleito por Minas Gerais, Lodi trabalhou na construção de estradas e na exploração de minas de ferro e de carvão. Foi também empresário dos ramos siderúrgico e têxtil.

Dotado de preocupações sociais, foi um dos fundadores do SENAI e do SESI. Seu nome foi dado ao Instituto Euvaldo Lodi, que tem como objetivos promover programas voltados ao desenvolvimento de jovens através de estágios, bem como o aperfeiçoamento de profissionais por meio de educação executiva.