O prefeito Vasco Venchiarutti
Em sua edição de 7 de abril de 1965, O Estado de S. Paulo noticiava que o Santos FC havia dispensado um de seus jogadores, o jundiaiense Dalmo Gaspar.
Mas era uma dispensa estranha: valia por dois anos e Dalmo não poderia jogar em clubes paulistas.
Dalmo acabou indo para o Guarani de Campinas, onde ficou por dois anos; a seguir veio para o Paulista, onde encerrou sua carreira em 1967.
Nele trazia informações acerca das cidades servidas pela ferrovia; sobre Jundiaí dizia:
No inicio do ano letivo de 1960, eram instaladas no então Instituto de Educação, duas classes experimentais, onde seriam utilizados novos métodos de ensino, que pretendiam revolucionar o que era então chamado ensino do 1º e 2º ciclos.
Essa escola seria a primeira a utilizar esses métodos em todo o nosso estado, evidenciando sua importância e de nosso município.
O velho Instituto hoje é uma sombra de seu glorioso passado, para tristeza da cidade e de todos aqueles que nele estudaram e ensinaram.
Os jornais da capital frequentemente traziam notícias sobre os "espetáculos" dados pelos nossos vereadores.
Em 5 de fevereiro de 1960, mais uma dessas notícias aparecia, dessa vez tendo como protagonista o vereador Carlos Gomes Ribeiro, que acabou sendo expulso do recinto da Câmara.
O centro de nossa cidade segue sujo, mal cuidado, frequentado por pedintes que abordam os pedestres de forma violenta.
Infelizmente, essa situação vem de longe: em 9 de novembro de 1959, o então vereador Alberto Costa dizia que
Naquela época, o vereador pedia à Prefeitura que resolvesse o problema:
Em 11 de abril de 1959 o jornal O Estado de S. Paulo tratava de um desfalque ocorrido na coletoria regional do IAPETEC, situada em nossa cidade.
O IAPETEC, Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas, foi uma das entidades que mais tarde deu origem ao INSS.
A história era escabrosa: além do desfalque, falava-se em tentativa de suicídio e outros episódios estranhos.
O jornal O Estado de S. Paulo noticiava em 21 de setembro de 1957 diligência policial em "antros do jogo do bicho" de nossa cidade.
Foram presos cambistas e apostadores, e apreendidos CR$ 40 mil, cerca de R$ 5,5 mil em valores atuais, além de "farto material de jogo".
A curiosidade é que um dos cambistas dá nome a uma rua de nossa cidade...
Em sua edição de 2 de fevereiro de 1957, O Estado de S. Paulo noticiava a interdição de duas fábricas de linguiça situadas em nossa cidade. Uma delas ficava na Rua Carlos Gomes e a outra na Regente Feijó.
Segundo o jornal, a fiscalização da Saúde Pública havia visitado as fábricas, ali "verificando a inexistência de princípios os mais comezinhos de asseio ou condições de funcionamento" - provavelmente ambas situavam-se na residência de seus proprietários.
O jornal Folha da Manhã, em sua edição de 22 de outubro de 1940, anunciava a concorrência para construção do novo prédio do Centro de Saúde, na Praça dos Andradas, no centro de nossa cidade.
A ideia anterior era construir o Centro ao lado do Mercado, na Rua Barão de Jundiaí, cujo prédio abriga hoje o Centro das Artes, fechado há longos anos.
Na Praça dos Andradas, que era também conhecida como Largo Paissandu, pretendia-se construir o Ginásio Estadual, que no entanto só chegou à nossa cidade muitos anos depois.
O jornal elogiava a escolha do local, que apesar de bastante central, encontrava-se "relegado a completo abandono".
O prédio, depois de reformado, é hoje ocupado pela Polícia Militar.
Foram contratados para defende-lo dois
advogados, um já muito famoso, José Romeiro Pereira, de quem já falamos em outra postagem, e Jacyro Martinasso, ainda jovem mas que se tornaria também um advogado de renome em Jundiaí.
Os advogados impetraram um habeas corpus em favor do acusado, mas o pedido foi rejeitado pelo juiz João Roberto Martins, conforme noticiou O Estado de S. Paulo em sua edição de 5 de abril de 1956.
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