sábado, 3 de junho de 2017

UMA "CANTADA" TERMINA MAL EM CAMPO LIMPO

No dia 2 de setembro de 1940 uma mulher teve que deixar um trem na estação de Campo Limpo, então município de Jundiaí, por estar viajando sem o bilhete de passagem. Enquanto aguardava que sua situação fosse resolvida, o indivíduo Lupércio David aproximou-se e dirigiu-se a ela de forma pouco respeitosa, "cantando-a".

A mulher muniu-se de uma enxada que estava próxima e com ela golpeou o galanteador no rosto, quase decepando-lhe o nariz! Um castigo merecido.

A foto abaixo mostra a estação à época do fato:





quarta-feira, 31 de maio de 2017

ENÉRIO MARTINELLI - UM CRAQUE DO PASSADO



Enério Martinelli nasceu em nossa cidade em 20.08.1934, falecendo prematuramente em 21.03.1994. No ano  2000 foi eleito o maior jogador do Paulista Futebol Clube em todos os tempos; além de grande atleta era tido como uma pessoa de caráter exemplar.  
Iniciou sua brilhante carreira em 1949, no Nacional Atlético Clube, transferindo-se depois para o extinto Dragão Mecânica, time ligado à então Companhia Mechanica e Importadora, hoje Sifco, empresa de que já falamos em outro post; em 1952, foi para o Paulista, onde se consagrou. 
Nessa época, o Paulista migrava para o profissionalismo - foi uma época muito difícil, vivia-se a época do time "salário mínimo", funcionando em um sistema cooperativo, no qual o dinheiro arrecadado na bilheteria dos jogos era administrado e dividido pelos próprios jogadores  - não existiam patrocinadores, cotas de TV etc.
Martinelli era famoso pela potência de seus chutes, sendo conhecido como "O Canhão do Interior", marcando uma quantidade de gols muito alta para um zagueiro, posição em que atuava. Formava com Jau (zagueiro) e Nicanor Iotti (goleiro) o Trio de Ferro, responsável pela sólida defesa do time. 
Em 1963, Martinelli foi defender as cores do Gran São João de Limeira, mas dois anos depois retornava a Jundiaí para encerrar sua carreira. Para não se afastar do futebol passou a dedicar-se à arbitragem, apitando jogos das Ligas Jundiaiense de Futebol de campo e de salão e nas competições internas do Clube Jundiaiense.
À título de curiosidade, cabe reparar que na foto acima usava uma rede nos cabelos, acessório comum na época - o objetivo era preservar a elegância em campo...
Martinelli participou em 30 de maio de 1957 da primeira partida jogada no   atual Estádio Dr. Jayme Cintra (Paulista 3 x Palmeiras 1), mas quando iniciou sua carreira, o estádio do Paulista ficava à Av. Prof. Luiz Rosa, defronte ao cemitério, conforme mostra a foto abaixo.



segunda-feira, 29 de maio de 2017

HÁ 80 ANOS O TRÂNSITO DE JUNDIAÍ JÁ MATAVA GENTE

É comum pensarmos que acidentes de trânsito são coisas dos tempos atuais. Mas notícias como as publicadas pela Folha da Manhã de 1937 mostram que isso não é bem verdade: naquele dia, o jornal noticiava dois acidentes, um deles com morte. 
No primeiro deles, Ottoni Guimarães Fernandes, agrônomo funcionário do governo estadual, descia pela Rua São Bento, quando os freios de seu carro falharam, fazendo com que o mesmo colidisse com a porta de uma farmácia, situada na esquina dessa rua com a então Capitão Damásio, hoje Marechal Deodoro.

Felizmente não houve vítimas. A curiosidade é que o motorista dirigia-se a Campinas - certamente iria pegar a Rodovia Geraldo Dias - ainda não existiam Anhanguera e Bandeirantes.  Ottoni (foto ao lado) foi um dos responsáveis pela introdução da cultura da uva Itália em nosso país em 1936; essa uva começou a ser cultivada na fazenda Pinheirinho, em nossa cidade, cujos proprietários eram os irmãos Arthur e Cândido Mojola; a fazenda fica (ou ficava) na estrada de Itatiba, distante cerca de oito quilômetros de Jundiaí. Essa uva começou a ser cultivada na Itália, região do Piemonte, em 1927.

O outro caso foi mais trágico: um carroceiro trafegava pelo bairro da Barreira quando seus cavalos espantaram-se, fazendo-o cair "sobre uma das rodas da carroça", tendo morte instantânea. Fica uma dúvida: teria caído sobre a roda ou sob a roda????

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O 28 - UM DOS CLUBES MAIS IMPORTANTES DE NOSSA CIDADE E O MAIS ANTIGO AINDA EM ATIVIDADE


O Clube Beneficente Cultural e Recreativo Jundiaiense 28 de Setembro, conhecido em nossa cidade como "28", foi fundado em 1° de janeiro de 1897; seu nome faz referência à data em que foi promulgada a Lei do Vente livre (1871) - essa lei considerava livres todos os filhos de mulheres escravas nascidos a partir daquela data.

No final do século XIX, surgiram diversos clubes que pretendiam congregar pessoas da raça negra, que normalmente eram excluídas de outras entidades - o 28 foi o segundo desses clubes a ser fundado no estado de São Paulo. O primeiro teria sido o "Clube dos Escravos", fundado em Bragança em 1881. Esse clube foi fundado por abolicionistas e escravos, tendo sido seus primeiros dirigentes os escravos João Manuel (Presidente) e  José Francisco e André da Silva (Secretários) - a ideia era fundar uma escola e prestar assistência a escravos e ex escravos. 

A imprensa anunciava que em 25 de setembro de 1945 o clube inauguraria sua sede atual, situada à Rua Petronilha Antunes; às 5 e meia da manhã (!) haveria uma salva de 21 tiros, mais tarde uma missa, às 15 horas uma solenidade e às 22 horas, baile com Birico e seus rapazes, orquestra de Campinas - por onde andarão Birico e seus rapazes??? 

As fotos acima mostram o local da sede durante a construção (provavelmente um imóvel antigo foi demolido) e a sede na atualidade; o recorte, é de uma edição do jornal Folha da Manhã de 24 de setembro daquele ano, noticiando a inauguração.

O 28 desde seu início teve um envolvimento muito grande com a educação e a cultura: manteve uma escola, organizou biblioteca e grupo de teatro, cedeu sua sede para cursos, promoveu palestras etc.

Essa escola chamava-se "Cruz e Sousa", que foi um dos maiores poetas brasileiros, negro, nascido em Florianópolis em 1861 e falecido em 1898 - era chamado "o Dante Negro".

Atualmente o Clube “28 de Setembro” continua cumprindo seu papel recreativo, educativo e cultural, promovendo comemorações nas datas festivas, enfim, segue importante em nossa cidade.  

Em um clube homônimo, situado à Rua Florêncio de Abreu, em São Paulo, ocorreu em 14 de junho de 1953 uma grande tragédia: o clube ocupava o segundo andar de um prédio em cujo térreo funcionava o depósito de uma empresa de tecidos, onde irrompeu um incêndio. Apesar de haver tempo para que todos se retirassem em segurança, o pânico fez com cerca de 50 pessoas morressem, quase todas pisoteadas. 

Dentre os mortos, um bombeiro e uma jovem, que ao saltar de uma janela para ser recolhida na rua por pessoas que seguravam lonas, ficou presa na fiação elétrica, onde o fogo a atingiu. 

A foto abaixo, publicada pela Folha da Manhã de 14 de junho de 1936 traz informações sobre os cursos promovidos pelo 28.




sábado, 20 de maio de 2017

1929: BRIGA DE NAMORADOS GERA CONFLITO NA VILA RIO BRANCO

Em sua edição de 26 de julho de 1929, a Folha da Manhã noticiava um conflito ocorrido na Vila Rio Branco, que o jornal dizia ser um bairro ainda em formação - a causa, intriga.

Luiz, que o jornal descrevia como um moço robusto, "estava de rixas" com sua namorada, Angelina. Ao passar próximo a outra Angelina, "insultou-a, como causadora da intriga" que causou a briga com a namorada. 

Essa Angelina, queixou-se aos pais, João e Elvira, que foram tomar satisfações com Luiz. Naquele momento, Luiz e a namorada conversavam; quando este percebeu a aproximação de João, "deu-lhe um forte pescoção", atirando-o ao chão.  Também "vibrou forte pancada na indefesa mulher", atirando-a também ao chão; na queda, esta feriu o joelho, o nariz e a testa. Em seguida, fugiu.

Elvira precisou passar pelo Hospital São Vicente, onde recebeu curativos. 

O bairro começava bem!!!








terça-feira, 16 de maio de 2017

CICA: FOGO NA CANJICA DESDE 1941

Tendo iniciado suas operações em 1941, a CICA já era em 1942 uma empresa de porte: anunciava em um dos mais importantes jornais brasileiros da época, a Folha da Manhã de 16 de julho de 1942, que comprava tomate, em qualquer quantidade, para fabricar seu "afamado extrato de tomates marca ELEFANTE".

Novidade para a época, comprava safras futuras e fornecia sementes, adubos e embalagens, além de dar apoio técnico aos lavradores. 

Realmente, uma empresa que deixou saudade.


A foto mostra a  caldeira da CICA em 1943 - ela era responsável pela produção do vapor que movimentava toda a fábrica. A expressão "Fogo na Cangica", gíria dos anos 1940, acabou sendo amplamente utilizada pelo pessoal que ali trabalhou, mesmo muito mais tarde, no sentido de "vamos em frente, rápido, com vigor". 

A foto é do acervo do Prof. Maurício Ferreira. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

ALEXANDRE SICILIANO, A CIA MECHANICA, O GASOGÊNIO E A SIFCO

Alessandro Vincenzo Siciliano (San Nicola Arcella, 17 de maio de 1860 — Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1923) foi um verdadeiro pioneiro em muitos ramos de atividade. Filho de uma família muito pobre veio para o Brasil em companhia do seu cunhado, com a idade de 9 anos. Logo começou a trabalhar no comércio, com muito sucesso. Patenteou uma máquina para beneficiar café e arroz, que teve muito sucesso. Foi banqueiro, dirigente de entidades de classe e filantropo. Dentre seus descendentes, está a hoje Senadora Marta Suplicy.


Fundou a Companhia Mechanica e Importadora, que teve fábrica em Jundiaí, no local onde hoje se encontra a Sifco, que nasceu em 1958, produto de associação da Mechanica com empresas americanas. A Mechanica teve suas origens na Ferraria Agrícola, uma empresa que fabricava ferramentas como enxadas, picaretas e outras do mesmo tipo e fora fundada pelo suiço Frederico Vigel - quando menino, ao dizer alguma asneira ouvia de minha Nonna Maria: "vá trabalhar na Agrícola...". 



Além de ferramentas, a Mechanica fabricou um gasogênio, aparelho que produz gás combustível para alimentar motores de combustão interna, especialmente de veículos automotores. Foi muito utilizado no Brasil à época da 2a. Guerra Mundial, quando o petróleo foi severamente racionado. O anúncio ao lado menciona uma prova para veículos movidos a gasogênio realizada entre as cidades de São Paulo/São Roque/Sorocaba/Itu/Campinas/Jundiaí/São Paulo no ano de 1943; a velocidade média foi de cerca de 54 km/hora e o consumo de carvão de 350 gramas por km. 



O Conde Siciliano viveu em um palacete da Avenida Paulista, que comprara em 1911. O imóvel foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e acabou sendo demolido nos anos 1970 - localizado na esquina da Alameda Joaquim Eugênio de Lima, o imóvel deu lugar ao Edifício Winston Churchill. No porta"São Paulo Antiga", há mais informações e fotografias do palacete - vale a pena uma visita a ele!


Seu falecimento causou grande consternação na cidade de São Paulo, o que levou uma grande multidão a aguardar a chegada do corpo, na Estação da Luz, para render suas últimas homenagens. Da Estação, o féretro foi à igreja do Liceu Sagrado Coração de Jesus, onde foi celebrada uma missa pela sua alma. Após o encerramento da cerimônia o corpo foi levado ao  Cemitério da Consolação, onde foi sepultado - seu  túmulo está na rua 22, lotes 3 e 4. O convite da Associação Comercial para o féretro e uma foto de seu túmulo estão abaixo.









segunda-feira, 8 de maio de 2017

O BANCO SCAVONE - UM BANCO DE NOSSA REGIÃO

Em 12 de abril de 1957 foi inaugurada a agência do Banco Scavone em nossa cidade. O patriarca da família Scavone foi o italiano Luiz Scavone (1873-1955), que chegou ao Brasil aos 14 anos de idade. Muito pobre, teve inúmeros empregos, mas graças ao seu tino comercial acabou tornando-se um grande industrial, comerciante e banqueiro, radicando-se em Itatiba.

O Banco Scavone, fundado por ele em 1952, teve agências em diversas cidades da região:  Itatiba, Morungaba, Jundiaí, Jarinu, Valinhos, Louveira e Bragança Paulista; a matriz ficava em São Paulo. O Banco foi fundado como Casa Bancária Scavone SA, tendo em 1954 assumido sua denominação definitiva. 

O Banco, em dificuldades, foi incorporado pelo Banco Nacional em 1962 - tinha então 8 agências e era dirigido por Paschoal Scavone, filho do fundador.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

1929: CRIME DE MORTE NO LARGO DE SANTA CRUZ

Não é de hoje que o álcool gera tragédias. A Folha da Noite, em sua edição de 8 de outubro de 1929 - há quase 90 anos, noticiava um crime de morte ocorrido no Largo de Santa Cruz, quando dois "alcoólatras inveterados", como disse o jornal, começaram a discutir e em seguida, a brigar. 

Como acontece frequentemente, um terceiro tentou separar os briguentos; um destes, sacou uma arma e atirou, ferindo gravemente Antonio de Andrade, que tentava separa-los; levado ao Hospital São Vicente, Andrade não resistiu vindo a falecer. 

A foto, do acervo do Prof. Maurício Ferreira, mostra o Largo à época, com destaque para a igreja e para o obelisco erigido em comemoração do centenário de nossa independência. 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O SARGENTO TRANSFERIDO (E PRESO)

No início de 1963, a cidade mobilizava-se contra a transferência do 3º Sargento Salvador Pereira, então comandante do Destacamento da Força Pública (hoje Polícia Militar) em nossa cidade. 

O Destacamento era subordinado ao 8º Batalhão da Força Pública, sediado em Campinas, que em função de denúncias recebidas, abriu uma sindicância contra o Sargento, concluindo que o mesmo favorecia alguns de seus comandados na distribuição de serviços. Sua pena? Transferência para a sede do Batalhão e 4 dias de cadeia...



sexta-feira, 28 de abril de 2017

O ESPORTE CLUBE MEIA LUA

Em 27 de maio de 1959 o então vereador José Pedro Raimundo, pessoa muito ligada ao esporte, propunha um voto de congratulações ao Esporte Clube Meia Lua, pelo fato do clube estar completando dois anos.

Em 2 de junho do mesmo ano, o clube oficiava à Câmara agradecendo, através de ofício assinado por seu presidente Luciano Milani. 

Naquele ano, o clube disputava os campeonatos promovidos pela  Liga Jundiaiense  de Futebol de Salão. A foto abaixo mostra a equipe naquele ano, mostrando, em pé: o treinador Nivaldo Camargo e os jogadores Milton, Careca, Alceu Rossi e Marcilio Bi, além do presidente Luciano. Agachados, os jogadores, Mario, Gil, Bira Chagas e Paulinho. A foto vem do acervo do Prof. Norival José da Silva, renomado esportista jundiaiense. 





Naquele mesmo ano, o clube ganhou o campeonato juvenil de nossa cidade - a foto abaixo (do acervo de José Milton Tarallo) mostra a equipe, composta, entre outros, pelos jogadores  Tarallo, Bira Chagas, Paulinho Boaventura, Alceu Rossi, Milton, Tonhão, Carlinhos Biazzi, Joaquim e Pito. 


Em 1960, o clube ganhou o Campeonato Aberto de voleibol de nossa cidade - em segundo lugar, ficou o Caramuru, equipe do então 2º GO 155, hoje 12º GAC.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

O JAZZ ORIENTAL - UMA 'BANDA' DE NOSSA CIDADE FAZENDO SUCESSO NA CAPITAL


No passado, aquilo que hoje é conhecido como "banda" era chamado "jazz". Era um conjunto musical que não necessariamente tocava jazz - em outro post, falamos da participação do grupo em evento de nossa cidade.

Em nossa cidade, existiu o Jazz Oriental, que foi objeto de notas no jornal Folha da Manhã de  18 de dezembro de 1931. 

O jornal promovia uma exposição para a qual convidava grupos musicais - segundo a Folha a Corporação Musical Ítalo-Brasileira dera um concerto no Jardim da Luz - talvez o grupo fosse muito grande para se exibir na sede da exposição, que ficava na Rua São Bento, no centro da capital, como fez o Oriental. 

A notícia mencionava os componentes do Oriental: Luiz Chiavegatti, Joaquim César, Augusto Hungaro, Aquilino Cunha, Attilio D'Angieri, Antonio Camillo, Benedicto Camargo (ao que parece foi presidente do Clube 28 de Setembro), José Del Porto Silva e Euclydes Ventura.

Infelizmente, não conseguimos outras notícias sobre o grupo.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

CORRIDA DE TAMANCOS NA VILA ARENS - 1937

A Folha da Manhã, em sua edição de 10 de outubro de 1937 noticiava a corrida de tamancos a ser realizada naquele dia pelas ruas de Vila Arens.

Essa manifestação era mais uma brincadeira, uma confraternização, do que propriamente um evento esportivo - a Banda Ítalo estaria presente

Os competidores correriam calçando tamancos - esse tipo de corrida tem origens européias; na Alemanha, são chamadas Holzschuhlauftwette.


Interessante, verificar os prêmios que eram oferecidos por estabelecimentos comerciais: taças, medalhas, bebidas, gravatas etc. 

Entre os concorrentes, membros de famílias tradicionais de nossa cidade: Adriani, Sacramoni, Marcansola, Barchetta, Wood, Peralli, Amoroso, Gramorelli, Rabello e outros.  

O vídeo abaixo dá uma ideia de como são essas corridas:



,


segunda-feira, 17 de abril de 2017

VEREADOR PROPÕE ILUMINAÇÃO "FOSFORECENTE"

Em novembro de 1962, o Vereador Nelson Chacra apresentava uma indicação à Prefeitura no sentido de que as ruas Barão de Jundiaí e do Rosário recebessem "iluminação fosforecente". Será que o Vereador  quis dizer fluorescente??? E que não é fosforecente mas sim fosforescente?

quarta-feira, 12 de abril de 2017

VICENTE BRETERNITZ: UMA VIDA DEDICADA À FAMÍLIA, À CARIDADE E AO TRABALHO

Vicente Breternitz nasceu no dia 6 de agosto de 1891, em Campinas. Muito jovem, passou a fazer parte do quadro de funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, tendo logo a seguir sido transferido para Rio Claro. Nessa cidade, casou-se com Eliza Travitsky – desse casamento nasceram sete filhos. 

No início dos anos 30, foi transferido para Jundiaí. Atuou no movimento sindical e de forma muito intensa, na área de assistência aos carentes, tendo sido um dos fundadores e primeiro Diretor Tesoureiro do Instituto Luis Braille e, durante muito tempo, Presidente do Lar Anália Franco (a mais antiga Instituição Assistencial de Jundiaí).

Presidiu também durante muitos anos, o Centro Espírita Fraternidade, tendo durante esse período  construído o prédio  do Albergue Noturno, que funcionava à rua Rangel Pestana; foi também Presidente dessa entidade. 

Em 1963, o Albergue estava sendo declarado de utilidade pública. Para isso, foi necessária a elaboração de um relatório apresentando a situação da entidade, então presidida por ele,  que assinou o relatório, o qual pode ser visto aqui. 
 
Note-se que nos anos 1929, ainda em Rio Claro, fora um dos dirigentes do Centro Espírita Fé e Caridade.

Faleceu em Campinas no dia 16 de agosto de 1982.

O Lar Anália Franco funcionou durante muito tempo em um casarão (foto abaixo) situado na esquina das ruas XV de Novembro e São Bento - nesse casarão residiu o também ferroviário e esportista Thomas Archibald Scott, de quem já falamos em outro post. 



a

segunda-feira, 10 de abril de 2017

1943: O PREFEITO DE JUNDIAÍ É ASSASSINADO

Desde 1938  prefeito de Jundiaí, o farmacêutico Manoel Aníbal Marcondes foi assassinado - sofreu um atentado a tiros em 20 de novembro de 1943, vindo a falecer no dia 22.

O assassino foi um militar do Exército que, portador de problemas mentais, fora afastado do serviço ativo. As causas do crime nunca foram completamente esclarecidas.

O crime ocorreu no início da noite; o assassino entrou na farmácia de propriedade do Prefeito que ficava na esquina das ruas do Rosário e Bernardino de Campos, e disparou três tiros; a seguir, atravessou a Rosário e no jardim da Catedral tentou o suicídio usando um punhal. 

Abaixo, uma foto do Prefeito examinando a safra de uvas de 1939, no bairro do Caxambu. A foto é do acervo do Prof. Maurício Ferreira.




sexta-feira, 7 de abril de 2017

DELÍRIO: UM LAGO EM VILA ARENS!


O Vereador
Propostas um tanto amalucadas volta e meia saiam (e continuam saindo) de nossa Câmara Municipal. 


O Prefeito
Em 1949, o então vereador Jurandir Rocha propunha a criação de um lago "nas baixadas da Vila Arens", aproveitando as águas do Rio Guapeva. A ideia era que o lago fosse povoado com "várias especimens (sic) de peixes nacionais", que serviriam para abastecer a população, "atendendo o problema da piscicultura (sic) jundiaiense"...

O vereador fora eleito pelo PSP com 320 votos; era dentista, com consultório à rua do Rosário 73.

A proposta foi enviada formalmente à Prefeitura, à frente da qual estava o arquiteto Vasco Antonio Venchiarutti, que com fina ironia respondeu ao vereador: "tenho a subida honra de comunicar a V. S. que logo que disponha de recursos convenientes será executada tão útil sugestão"...




 .

quinta-feira, 6 de abril de 2017

A FEBRE AMARELA VOLTA À REGIÃO


                                            febre amarela é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte em casos extremos; é causada por vírus e transmitida por vetores.     Geralmente, quem contrai o vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarelaComo a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes Aegypti , a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Pessoas que vivem ou viajarão para áreas afetadas, devem vacinar-se.                                                          

Nessa época, em que a doença volta a manifestar-se em nossa região, cabe relatar fatos que nos foram trazidos pela imprensa em 1937, quando a doença fez muitos estragos por aqui, inclusive causando mortes - 8 em Rocinha (hoje Vinhedo) e uma no bairro do Retiro, em Jundiaí.

A ideia é que todos cuidemos de nosso entorno, evitando a proliferação do Aedes Aegypti

terça-feira, 4 de abril de 2017

ANÚNCIOS ANTIGOS: A "PREMIADA FÁBRICA DE CADEIRAS GUIDO PELLICIARI"

A "Premiada Fabrica de Cadeiras Guido Pelliciari" anunciava seus produtos na edição da Folha da Manhã de 24 de janeiro de 1937. 

A fábrica ficava em um terreno delimitado pelas ruas Brasil, Visconde de Taunay, Francisco Teles e Wately, em Vila Arens - o terreno é ocupado hoje por dois edifícios residenciais que levam o nome de Guido e Carolina Pelliciari.

É curioso observar que o anúncio dava como endereço da empresa "Estrada de Rodagem São Paulo" - era a antiga Estrada Velha, hoje Rua Brasil.

sábado, 1 de abril de 2017

JUDAS CAUSARAM PROBLEMAS EM 1952

A Malhação ou Queima do Judas é uma manifestação popular bastante antiga que ocorre em diversos países, sempre no Sábado de Aleluia, simbolizando a morte de Judas Iscariotes, que traíra Jesus Cristo.

Consiste em surrar e depois atear fogo a um boneco do tamanho de um homem, recheado de  trapos, serragem ou papeis, quase sempre ao meio dia; o boneco normalmente é pendurado a um poste ou árvore. No Brasil, é comum construir os bonecos com máscaras e roupas de políticos, personagens ligados ao futebol ou outros que estejam sofrendo críticas do povo. 

Aproximando-se essa data, vale lembrar fatos ocorridos no Centro de nossa cidade no ano de 1952, e que foram objeto de preocupação do vereador Alberto da Costa, conforme texto de indicação apresentada por ele à Câmara de Vereadores em 25 de março de 1953: 




.