
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
O DESFALQUE NO BANESPA

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
THOMAS ARCHIBALD SCOTT - UM ESCOCÊS JUNDIAIENSE
Em 1902, em função da epidemia de febre amarela que assolou Campinas, a Paulista transferiu suas oficinas e administração para Jundiaí, ocasião em que Scott se radicou em nossa cidade, atuando como contramestre (uma espécie de gerente) das oficinas. Já tinha ligações por aqui, tendo em 1900 sido um dos fundadores do Grêmio CP.
Em nossa cidade, foi um dos fundadores do primeiro time de futebol de nossa cidade, o Jundiahy Football Club, que durou pouco tempo; mas Scott, fã do esporte, ajudou a fundar o Paulista em 1909, tendo sido membro de sua primeira diretoria.
Era casado com Helen Cowie Scott e tiveram 7 filhos, sendo 6 homens - a filha chamava-se Nelly. Faleceu em 5 de fevereiro de 1913; ele e a esposa estão sepultados na quadra 10 do cemitério NS. do Desterro, onde o túmulo chama a atenção por ter inscrições em inglês (foto ao lado).

Scott provavelmente morou no prédio que mais tarde foi adquirido pelo Lar Anália Franco, situado na esquina das ruas Prudente de Moraes e Siqueira de Moraes (à época, 30 de outubro), bem próximo às oficinas da Paulista, onde Scott trabalhava. O que se sabe com certeza é que o imóvel, hoje demolido e cuja foto está ao lado, foi vendido por seus herdeiros ao Anália Franco.
Ema curiosidade sobre Scott: em maio de 1906 houve uma greve de ferroviários da Paulista. Um trem especial circulou entre Jundiaí e Campinas; os maquinistas eram o estudante de engenharia Luiz Prado, filho do Conselheiro Antonio Prado, dirigente da ferrovia e Scott. Entre outras peripécias, o trem teve dificuldades em uma subida, pois os grevistas haviam passado sabão nos trilhos!
Scott provavelmente morou no prédio que mais tarde foi adquirido pelo Lar Anália Franco, situado na esquina das ruas Prudente de Moraes e Siqueira de Moraes (à época, 30 de outubro), bem próximo às oficinas da Paulista, onde Scott trabalhava. O que se sabe com certeza é que o imóvel, hoje demolido e cuja foto está ao lado, foi vendido por seus herdeiros ao Anália Franco.
Sem dúvida, temos um grande dívida com Scott, pois três tradicionais clubes, que continuam em atividade, foram frutos de seu trabalho: a Ponte Preta, o Grêmio CP e o Paulista.
Será que ele não mereceria ao menos ter seu nome dado a uma rua de nossa cidade?
Será que ele não mereceria ao menos ter seu nome dado a uma rua de nossa cidade?
OUTRA EMPRESA DO PASSADO: A FÁBRICA DE CAMAS BAVIERA
A Folha da Manhã de 24 de janeiro de 1937 trazia um anúncio da Fábrica de Camas Baviera, uma empresa de nossa cidade que dizia ser "um orgulho da indústria jundiahyense".
As camas da época eram bastante diferentes das atuais, não só em visual como em estrutura, como podemos ver na foto. O "enchergão" de arame hoje foi substituído por um estrado, graças aos colchões modernos os antigos eram de crina (de cavalo ou vegetal) ou palha, necessitando de uma base mais flexível para ficarem mais confortáveis.
O anúncio chamava a atenção para as qualidades do produto: "qualidade", "elegância", "perfeição" e "conforto" eram os termos utilizados.
O anúncio chamava a atenção para as qualidades do produto: "qualidade", "elegância", "perfeição" e "conforto" eram os termos utilizados.
Há informações dando conta de que a fábrica se localizava à Rua Eng. Monlevade 13 - como essa rua faz esquina com a Dr. Cavalcanti, é possível que o prédio fosse o mesmo; a numeração atual é diferente.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
1966: A CICA INAUGURAVA SUA QUADRA DE ESPORTES
Em meados de 1966, a CICA inaugurou uma quadra de esportes, destinada ao lazer de seus funcionários.
A quadra ocupava um terreno onde hoje se localiza um supermercado (Paulistão); a área pertenceu antes à família Righi e se estendia desde o início da Rua Cica, pelo lado direito de quem vai do centro para o bairro, até aproximadamente onde se localiza outro supermercado (Russi). A área da quadra é assinalada em vermelho na ilustração acima.
O vereador Benedito Elias de Almeida propôs à Câmara voto de congratulações à empresa, que respondeu com a carta cuja imagem está abaixo - era assinada por Clodoaldo Françoso, executivo da empresa.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
1940: MULHER MORTA PELO MARIDO NO MATO DENTRO
No domingo anterior, algumas pessoas que estavam caçando veados passaram pela estrada que liga nossa cidade a Itatiba, na altura do bairro Mato Dentro, quando depararam-se com o cadáver de uma mulher, ao lado do qual encontraram uma faca e respectiva bainha.
As suspeitas recaíram sobre o marido da vítima, João Qualho que alguns dias antes queixara-se à Polícia do desaparecimento de sua esposa, Thereza Qualho. Interrogado, João disse nada saber, mas confrontado com o fato de ter dito ao sogro, que perguntara pela filha, que "ela devia, àquela hora, estar sendo devorada pelos urubus", acabou confessando, justificando tela matado porque a mesma "não procedia corretamente"...
Curiosamente, a autópsia concluiu que Thereza fora morta por esganadura...
As suspeitas recaíram sobre o marido da vítima, João Qualho que alguns dias antes queixara-se à Polícia do desaparecimento de sua esposa, Thereza Qualho. Interrogado, João disse nada saber, mas confrontado com o fato de ter dito ao sogro, que perguntara pela filha, que "ela devia, àquela hora, estar sendo devorada pelos urubus", acabou confessando, justificando tela matado porque a mesma "não procedia corretamente"...
Curiosamente, a autópsia concluiu que Thereza fora morta por esganadura...
sábado, 20 de janeiro de 2018
A EDIÇÃO DE 9 DE MARÇO DE 1950 DO JORNAL "A COMARCA"

O post mostra partes da edição de 9 de março de 1950, e nos permite conhecer coisas interessantes de nossa cidade, como anúncios buscando empregados, profissionais liberais (médico e engenheiro) oferecendo seus trabalhos, imóveis e até mesmo um da Funerária Bonifácio, que prometia "serviço completo, rápido e barato"!
Encerra-se este post com mais alguns dos anúncios publicados naquela edição do jornal.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
2 DE FEVEREIRO DE 1949: UMA QUASE TRAGÉDIA NO TÚNEL DE BOTUJURU
A Folha da Noite noticiava que na tarde de 2 de fevereiro de 1949 por muito pouco não ocorreu uma tragédia: um trem de passageiros, que vinha de São Paulo para Jundiaí com cerca de 600 passageiros, parou dentro do túnel de Botujuru, por problemas técnicos.
Locomotiva similar à que tracionava o trem |
O trem era tracionado por uma locomotiva diesel, e a fumaça asfixiante gerada pela máquina encheu o túnel, o que junto com a escuridão, levou os passageiros ao pânico.
A ação rápida e decidida do guarda-trem acalmou os passageiros, e apenas alguns sofreram leves escoriações ao movimentarem-se dentro do trem. Cerca de 15 minutos depois a locomotiva voltou a mover-se e a fumaça se dissipou quando o trem deixou o túnel.
Vale lembrar que o túnel já foi cenário de diversos casos interessantes, que abordamos em outros posts, como o do passageiro que caiu de um trem que passava pelo túnel e sofreu apenas escoriações, do fantasma de um encarregado de obras do túnel que foi assassinado na área e de um massacre ocorrido na região.
Na foto abaixo, um trem (litorina) entrando no túnel.
Na foto abaixo, um trem (litorina) entrando no túnel.
domingo, 14 de janeiro de 2018
1951: SURGIAM AS VILAS DE VECCHI E SÃO PAULO
Em 1951 estava sendo loteada a área que hoje compõe as vilas De Vecchi e São Paulo.
A área fazia parte da antiga Fazenda Progresso, de que tratamos em post anterior. Essa fazenda pertencera a Arthur De Vecchi, que nasceu na Itália em 1868 e chegou ao Brasil em 1908, depois de ter vivido alguns anos na Argentina. Ao chegar, instalou-se no município de Campos, no estado do Rio de Janeiro, onde adquiriu uma usina de açúcar. Transferiu-se posteriormente para Jundiaí, instalando-se em um sítio no bairro da Toca em 1913; ali plantava uvas.
Em 1918, adquiriu a Fazenda Progresso, próximo à Vila Arens (essa fazenda transformou-se mais tarde na Vila Progresso, partes da qual são as Vilas S. Paulo e De Vecchi), implantando ali, a maior cultura vitícola do país: 360.000 videiras da variedade Seibel 2, numa área de 100 hectares. Era uma propriedade modelar: ali atuava um engenheiro agrônomo (G. Cunha), aplicava-se fertilizantes químicos e eram utilizados equipamentos mecanizados.
Em 1920, fundou o Estabelecimento Enológico De Vecchi, transformado mais tarde na Companhia Viti-Vinícola Paulista S.A. (1928). A empresa funcionava à avenida Dr. Cavalcanti, ao lado direito de quem vai para o centro da cidade, pouco antes do prédio hoje ocupado pela Receita Federal (ao lado esquerdo da rua). No prédio, hoje demolido, funcionaram a fábrica de refrigerantes Ferraspari e a indústria de bebidas Caldas.
O anúncio fazia menção a um Estádio Municipal - o que acabou sendo construído ali foi o estádio da Associação Primavera de Esportes. Há também um exagero: a área não fica a mil metros do centro da cidade, mas pelo menos a quatro mil! Propaganda enganosa sempre existiu...
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
1944: UM CONCURSO PÚBLICO PARA "ESCRITURÁRIO-DATILÓGRAFO"
A Folha da Manhã anunciava em 30 de agosto de 1944 a realização de um concurso para o provimento de cargos de "escriturário-datilógrafo" para a Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários da Cia. Paulista, que fora fundada em 1923. Era "um senhor emprego" para os padrões da época.
Algumas curiosidades: os candidatos deveriam levar caneta-tinteiro ou lápis-tinta; textos escritos com esses lápis não podiam ser apagados, o que ocorria também com o que era colocado no papel com canetas tinteiro.
Havia prova de datilografia; os candidatos podiam optar por levar suas próprias máquinas de escrever, que deviam ter seus tipos limpos e com fita preta; para garantir o sigilo das provas, não podiam ter "tipos góticos, itálicos ou outros que despertem atenção e prejudiquem o sigilo da prova".
Toda essa tecnologia, já não é mais usada, com exceção das canetas tinteiro, ainda objeto da atenção de alguns saudosistas...
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
1969 - NOSSO AEROCLUBE RECEBIA UM NOVO AVIÃO
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Cherokee similar ao recebido pelo Aeroclube |
Em fevereiro de 1969, nosso Aeroclube recebeu um novo avião, um Cherokee PA-28-149, que recebeu o prefixo PT-AKK.
A série PA-28, é produzida desde 1961 pela Piper Aircraft; mais de 33 mil exemplares já foram produzidos, o que faz dela uma das aeronaves de maior sucesso em todo o mundo; inovações tecnológicas são constantemente incorporadas à linha.
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