quarta-feira, 28 de outubro de 2020

DOMINGOS DEL NERO & COMP. - UMA ANTIGA EMPRESA DE NOSSA CIDADE

Na edição de 8 de novembro de 1936, o jornal O Estado de S. Paulo trazia uma descrição de nossa cidade e anúncios de empresas aqui estabelecidas.

Chamava a atenção a empresa "Domingos Del Nero & Comp.", especialmente pela variedade de produtos com que trabalhava. 

Com loja na Rua Barão e oficinas na Rua Capitão Damásio (atual Marechal Deodoro), atuava em diversas áreas - ainda não havia escala para lojas especializadas. 

Na área veicular, vendia veículos Ford, acessórios autopeças; mantinha também postos de serviço. 

Para o lar, vendia geladeiras e rádios; para empresas, arquivos de aço, máquinas de escrever e correias. 

É mais uma empresa que se perdeu na poeira do tempo...


terça-feira, 27 de outubro de 2020

ATROPELADO POR UM TREM, SOBREVIVEU

O jornal O Estado S. Paulo, em sua edição de 11 de janeiro de 1941 noticiava que um trem da Sorocabana atropelou uma pessoa que caminhava pelo leito da ferrovia. 

O acidente aconteceu na noite do primeiro dia daquele ano, na região de Monte Serrat, hoje município de Itupeva.

Surpreendentemente, o atropelado sobreviveu, tendo sido internado no Hospital S. Vicente.  

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

DESASTRE E ACCIDENTE NA JUNDIAHY DE 1936

O jornal Correio Paulistano, em sua edição de 29 de novembro de 1936, noticiava dois fatos ocorridos em nossa cidade: na esquina das ruas Siqueira de Moraes e Rosário, chocaram-se dois automóveis, tendo um deles, o "carro de aluguel" conduzido por João Periotto, ficado bastante danificado. Felizmente, não houve vítimas. 

Um acidente aconteceu quando uma  mulher, ao acender uma lâmpada, "apanhou um violentíssimo choque, que a poz desacordada por algum tempo"

terça-feira, 20 de outubro de 2020

UM BAR CLANDESTINO EM 1878: MUITA CACHAÇA, BRIGAS E MORTES

 


"A Província de São Paulo" era o nome  original do atual "O Estado de S. Paulo".

Na primeira página de sua edição de 17 de agosto de 1878, trazia a carta de um leitor que denunciava o funcionamento de um bar clandestino, onde se vendia muita cachaça, o que provocava brigas e mortes nos arredores.

A casa funcionava no bairro do "Belemzinho", provavelmente parte hoje do município de Itatiba, que era chamado Belém de Jundiaí ou de Francisco Morato, que era chamado  Belém da Serra ou Vila Belém. 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

1967: GRANIZO DESTRUIU NOSSAS PLANTAÇÕES DE UVAS


No dia 2 de novembro de 1967 uma violenta chuva de granizo destruiu 80% da safra de uvas que em breve começaria a ser colhida. 

No dia 5 daquele mês, o Secretário Estadual
da Agricultura, Herbert Levy, visitou a cidade e em companhia do Prefeito Pedro Fávaro e outras pessoas da cidade, visitou alguns bairros como Traviú, Corrupira e Engordadouro, grandes produtores da fruta.

Em valores atualizados, os prejuízos foram estimados em 62 milhões de reais. O Secretário informou aos lavradores que tinham feito seguro de suas culturas,  que o Banespa imediatamente  faria o pagamento dos valores devidos - apenas 10% das lavouras estavam cobertas por seguros.

Quanto aos demais, receberiam financiamentos a serem pagos em 4 anos, tendo o Secretário informado que buscaria mais auxílio financeiro junto ao governo federal e ao Banco do Brasil e Banespa. 

Segundo os produtores, a produção de uvas só voltaria ao normal em três anos. 

Mais uma vez, novembro se aproxima, e a preocupação com o granizo vem aumentado.

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

OS MÓVEIS DO SR.PAULO LEOPARDI E A RUA CAPITÃO DAMÁSIO

Nosso amigo Paulo Roberto Leopardi publicou no Facebook a imagem de um documento relativo à compra de móveis de quarto feita por seu pai, Pedro Leopardi, que casou-se em 1943.

Os móveis foram adquiridos junto à "Fábrica de Móveis Antonio Martini", que ficava na Rua Marechal Deodoro da Fonseca 265, no centro de nossa cidade.

Em meados da década de 1930, constava como endereço da fábrica "Rua Capitão Damásio, 27"; esse era o nome antigo da Rua Marechal Deodoro da Fonseca. 

Os móveis compunham um "dormitório com 8 peças" - provavelmente cama, dois criados-mudos, dois guarda-roupas, uma cômoda e uma penteadeira com banqueta - meus pais tinham algo semelhante, e a banqueta está em nosso poder, como a dos pais de Paulo está com ele.  

Se corrigirmos o preço dos móveis pelo IGP, teríamos algo próximo a R$ 10 mil, contra os Cr$ 2.850 pagos originalmente. 

Uma dúvida: o que seriam os "móveis plaqueados", de que fala o recibo?

E uma curiosidade: o capitão (depois major) da Guarda Nacional Antônio Damásio dos Santos (foto ao lado) foi o primeiro jundiaiense nato a administrar a cidade, tendo sido intendente municipal (cargo equivalente ao de prefeito) entre 1896 e 1898, ano em que faleceu.

Em sua gestão foram contratados os primeiros médicos para a área de saúde pública e criado o corpo de fiscais do município. Na área de obras, abriu a Rua São Bento desde a Praça do Fórum até as oficinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. 

Seria interessante descobrirmos quais as razões que levaram à mudança do nome da rua que levava seu nome. Hoje há uma rua Capitão Damásio no Jardim Tamoio. 


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

DESDE 1897 NÃO SE PODE CONSTRUIR SEM PLANTA

Em 1897 o intendente (prefeito) de nossa cidade, Paulo da Silva Alves promulgou lei que havia sido aprovada pela Câmara Municipal, proibindo a edificação de prédios sem a apresentação das plantas. 

Isso continua obrigatório, e é lamentável é que muitas edificações seguem sendo erigidas sem apresentação das plantas. 

Alguns afirmam que, em muitos casos isso ocorre em função da burocracia vigente. 


CARLOS GOMES SAUDOU OS JUNDIAHYANOS



A Gazeta de Campinas, em sua edição de 1º de setembro de 1870 noticiava a partida para a Côrte (Rio de Janeiro) do grande compositor Carlos Gomes, natural daquela cidade.

O jornal registrava os agradecimentos do compositor ao "jundiahyanos que o saudaram também por modo muito cavalheiroso e significativo".

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

UMA REVENDA DO PASSADO: VESCAM

O Prof Maurício Ferreira nos traz um anúncio da revendedora Ford Vescam,  publicado no jornal "O Jundiaiense", edição de 9 de março de 1961. 

A empresa era   localizada à Rua Prudente de Moraes, esquina com a Rua Dr. Almeida - posteriormente mudou-se para um grande prédio próprio, situado no final da Av. Jundiaí, ao lado esquerdo de quem vai para a Anhanguera.

Quanto ao prédio da Rua Prudente, funcionou ali posteriormente uma loja de móveis para escritório, a Comercial Panizza.



domingo, 20 de setembro de 2020

23 DE JULHO DE 1912: ACIDENTE NA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA

Agora que se houve falar em reforma de nossa estação ferroviária, vale a pena lembrar um acidente que aconteceu ali em 23 de julho de 1912, quando acontecia uma reforma.

Dois operários montaram um andaime, que invadia a via; uma locomotiva atingiu  o andaime e derrubou os operários, um dos quais recebeu ferimentos graves.

O Dr. Domingos Anastácio atendeu os feridos, que foram enviados para São Paulo logo a seguir. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

O PADRE ADALBERTO DE PAULA NUNES

O Padre Adalberto de Paula Nunes nasceu em Jaguaruana, Ceará, no ano de 1916.

Aos 16 anos veio para Jundiaí, como aluno do Seminário Salvatoriano, tendo concluído seus estudos em São Paulo e sido ordenado em 1942.

Retornou a Jundiaí para atuar como professor no mesmo seminário onde estudara. Em 1953, foi eleito para o importante cargo de Diretor Provincial dos padres salvatorianos do Brasil.

Destacou-se como jornalista, tendo colaborado com inúmeros jornais e revistas, além de ter fundado a Rádio Difusora e dirigido o extinto jornal Folha de Jundiaí.

Foi um dos fundadores do Círculo Operário Jundiaiense, tendo falecido em nossa cidade no ano de 1962, aos 45 anos. 

Seu nome foi dado a uma pequena praça do bairro de Vila Arens, fronteira à Rua Brasil.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

PROGRAMAÇÃO DE NOSSOS CINEMAS EM 25 DE MARÇO DE 1961


Em 25 de março de 1961, o extinto jornal A Folha publicava a programação de nossos cinemas. 

Todos ficavam no centro da cidade, com exceção do República, em Vila Arens e o Vitória, na Vila Rami. 


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

JUNDIAÍ TINHA O MAIOR VINHEDO DO BRASIL


O professor italiano Celeste Alexandre Gobbato (Volpago del Montello, 1890 – Porto Alegre,1958) foi um renomado agrônomo, enólogo, cientista e escritor.

Veio para o Brasil em 1912 a convite do governo do estado do Rio Grande do Sul a fim de ensinar na Escola de Engenharia de Porto Alegre. 

Considerado o grande pioneiro da vitivinicultura moderna no Brasil, deixou notável contribuição ao estudo e ao aperfeiçoamento da produção da uva e do vinho, dando aulas, prestando assessoria técnica e dirigindo instituições que atuavam na área, tendo produzido obras de referência neste campo.

Gobbato esteve em Jundiaí, e escreveu que aqui   percorreu a propriedade de De Vecchi e Cia., onde, segundo observou, havia “um vinhedo de seguramente 180 mil pés, plantado de uva tinta, que produzia o híbrido conhecido como Seibel n. 2”.  

Na matéria, o professor informava que o maior vinhedo do Rio Grande do Sul”, “situado no município de Bagé e pertencente a J. Marimon e Filhos, conta somente com pouco mais de 60 mil pés de parreiras, entre as quais, predomina, como em Jundiaí, a Seibel n. 2”. A foto acima mostra-o em uma cantina colonial em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

A propriedade visitada por Gobbato era a Fazenda Progresso, próximo à Vila Arens (essa fazenda transformou-se mais tarde na Vila Progresso, parte da qual é chamada Vila De Vecchi). 

Era a maior cultura vitícola do país; chegou a ter 360.000 videiras  numa área de 100 hectares. Era uma propriedade modelar: ali atuava um engenheiro agrônomo (G. Cunha), aplicava-se fertilizantes químicos e eram utilizados equipamentos mecanizados. Já falamos dela em outro post.

A uva Seibel, conhecida em nossa região como Corbina, foi criada  pelo médico e vitivinicultor francês Albert Seibel no fim do século XIX,   a partir de castas europeias e americanas, com o objetivo de  criar variedades de uva resistentes à filoxera, praga de origem americana que dizimou os vinhedos europeus na segunda metade do século XIX.

Com esse objetivo, Seibel criou mais de quinhentas variedades de uvas, designadas pelo nome "Seibel" seguido por um número. Da França, a casta se disseminou para o Brasil,   Nova Zelândia,  Canadá e outros países,  sendo utilizada para a produção de vinhos baratos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

SETEMBRO DE 1934: VENDAVAL FAZ MUITOS ESTRAGOS EM JUNDIAÍ

No dia 23 de setembro de 1934, o jornal Folha da Manhã falava acerca do vendaval que atingiu nossa cidade no dia 16 daquele mês.

Alagamentos, árvores arrancadas no Horto Florestal, o então Grupo Escolar Siqueira de Moraes totalmente destelhado, parte do prédio da Electro Metallica, vizinha ao Siqueira, ruiu. 

Houve feridos - um pedestre protegeu-se junto a um muro que desabou, no centro da cidade, e acabou sofrendo fratura da bacia.

No bairro da Ponte de Campinas havia uma velha figueira, sob a qual abrigaram-se  as bandeiras  comandadas por Fernão Dias e Borba Gato e também o naturalista francês Saint Hilaire que fez uma expedição ao nosso país  e mencionou a árvore em uma de suas obras. A figueira também não resistiu, com suas raízes, foi arrancada pelo vendaval. 

Estamos chegando a setembro - esperemos que o fenômeno não se repita. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

UM SOLDADO DE MUITA SORTE


Em sua edição de 22 de outubro de 1940, a Folha da Manhã, jornal de S. Paulo, noticiava que o soldado da Força Pública (hoje Polícia Militar) Pedro de Souza, que estava de guarda na Cadeia Pública, foi "tomado de uma súbita alucinação" e saiu para a rua, armado de fuzil, disposto a vingar-se de um colega.

A cadeia situava-se onde fica hoje o Fórum, e na Praça da Bandeira Pedro encontrou com outro soldado, Ismael de Oliveira, que ao tentar desarma-lo foi baleado no abdome, conseguindo, no entanto, tomar o fuzil das mãos de Pedro.

Este, então, sacou uma faca e investiu contra Ismael, que apesar de ferido conseguiu domina-lo. 

Ismael era realmente um soldado de muita sorte, pois poucos são aqueles que, recebendo um tiro de fuzil na região do abdome, sofrem apenas ferimentos leves. 

A foto mostra alguns soldados da Força Pública nos anos 1940 - os uniformes não eram lá muito elegantes... 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

EM 1961, O EXPRESSO DE PRATA CONCORRIA COM A COMETA

A Folha de Jundiaí, em sua edição de 25 de janeiro de 1961 trazia um anúncio do Expresso de Prata, empresa de ônibus que ligava nossa cidade a São Paulo.

A empresa, fundada em 1927, tem sede em Baurú e serve cidades daquela região (Jaú, Marília, Tupã e outras), São Paulo, São Vicente etc. Algumas de suas linhas ainda fazem paradas em nossa cidade.

Além dela, tínhamos o Expresso Brasileiro e a Cometa, ligando Jundiaí à capital; hoje, resta apenas a Cometa. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

UMA DESCRIÇÃO DA JUNDIAÍ DE 1966

A geógrafa Fany Davidovich publicou na Revista Brasileira de Geografia, edição de outubro-dezembro de 1966, um extenso e detalhado artigo descrevendo nossa cidade.

Um trecho interessante relata que em 1947-1948, dois fatos importantes marcaram a vida da cidade e passaram a orientar as formas de sua expansão espacial: a inauguração da via Anhanguera e a construção do viaduto sobre a linha férrea. 

O espaço urbano ampliou-se: graças ao viaduto, desenvolveu-se o bairro da Ponte São João, até então quase isolado. Ali foram instaladas diversas indústrias e houve o conseqüente aumento de moradias operárias principalmente - ela menciona inclusive a transferência do estádio do Paulista FC para a região. 

Ela diz que partir de 1950 houve uma transformação sensível nos  loteamentos, que buscaram ocupar as partes altas da cidade, destinando-as quase que exclusivamente à função residencial. 

Significativamente, foi abandonado o nome de "vila" para esses loteamentos, substituído geralmente pelo de "jardim".  Citam-se entre outros a Chácara Urbana, o Jardim do Lago, os Jardins Cica, Messina e Bonfiglioli, resultantes de terrenos pertencentes à Cica, o Jardim Ana Maria, Jardim Brasil e Parque do Colégio.

É uma visão diferente de nossa Jundiaí; o artigo pode ser visto na íntegra aqui

As fotos são do acervo do Prof Maurício Ferreira e mostram o Viaduto ainda em construção (1949) e a Via Anhanguera nos anos 1950; aparece a fábrica da Roca, à época ainda chamada Cidamar. 

terça-feira, 28 de julho de 2020

EM 1955 JUNDIAÍ TINHA 11 AGÊNCIAS BANCÁRIAS


Em matéria publicada em 6 de dezembro de 1955, O Estado de S. Paulo dizia que nossa cidade tinha onze agências bancárias, relacvionando-as e mencionando o nome de seus gerentes. 


É interessante que desses bancos resta apenas o Banco Brasil. 

Os mais antigos certamente vão se lembrar de alguns dos gerentes, cujas famílias eram de nossa cidade ou acabaram estabelecendo-se definitivamente em nossa cidade.  

sexta-feira, 24 de julho de 2020

A.A. IPIRANGA E PAULISTA F. C. DISPUTARAM O TORNEIO DA AMIZADE DE 1961

Em sua edição de 25 de março de 1961, o extinto jornal A Folha noticiava a realização de um jogo de futebol entre a também extinta A.A. Ipiranga, de Vila Arens, contra o time de Catanduva. 

O jogo era válido pelo Torneio da Amizade, do qual participava também o Paulista F. C., que folgaria naquela rodada.

O Ipiranga perdeu por 3 x 2, mas o torneio acabou sendo suspenso mais tarde, não se apurando o campeão.  Dos jogos entre os times da cidade, o Paulista ganhou no primeiro turno por 3 x 0 e o Ipiranga devolveu a derrota no segundo turno,  ganhando por 1 x 0.

A matéria dizia que o presidente do Ipiranga era o farmacêutico Lázaro de Almeida, tradicional figura de Vila Arens, conhecido como Arquimedes e que foi vereador em nossa cidade.

O jogo foi transmitido pela Rádio Difusora, que até hoje cobre o futebol de nossa cidade, com o patrocínio do Depósito de Ferro Velho de Egídio e Vicente de Mateus.



domingo, 19 de julho de 2020

O COMÉRCIO DO PASSADO: O CREDI REAL

O Credi Real foi um tradicional estabelecimento comercial de Vila Arens; vendia roupas e enxovais para noivas. 

Segundo anúncio publicado pelo jornal A Folha em 25 de março de 1961, o Credi Real estava instalado à Rua Visconde de Taunay, "próximo à Fábrica de Cadeiras Pelicciari" - outra empresa que desapareceu; a área é ocupada hoje por dois prédios residenciais - ao final do post, foto da fábrica já fechada, esquina das ruas Visconde de Taunay e Zuferey.

Mais tarde, a loja mudou-se para a Rua Dr Olavo Guimarães e em seguida para a Rua Barão de Jundiaí. 



segunda-feira, 13 de julho de 2020

1933: BRIGÕES TROCAM CACETADAS!

No dia 9 de novembro de 1933 a imprensa noticiava um desentendimento entre o carroceiro  Antonio Busanelli e o "chauffer" (motorista, para informação aos mais jovens...) Adelino Duarte.

O fato ocorreu em um lenheiro (também para os mais jovens, depósito de lenha) situado próximo à estação "Jundiahy-Paulista", a Estaçãozinha.

Segundo o jornal Folha da Tarde, que noticiou o fato, o carroceiro agrediu o chauffer com um cacete; o pai desse último foi em defesa do filho, também desferindo uma cacetada no agressor...

Outras pessoas apartaram a briga, que terminou com a instauração de um inquérito policial, cujos desfecho desconhecemos. 


O NÚCLEO COLONIAL BARÃO DE JUNDIAHY


A implantação do Núcleo Colonial Barão de Jundiahy em 1887 marcou de forma profunda nossa cidade, não só pelo fato de trazer o progresso a uma vasta área de Jundiaí, mas também por ter trazido para cá inúmeras famílias que deram à nossa cidade suas características atuais; muitos membros dessas famílias foram ou são figuras proeminentes de nossa cidade - uma dessas  famílias é a Nalini, cuja casa no Núcleo ilustra este post.

Decorridos três anos da implantação do Núcleo, é significativo o que nos dizia o jornal "Cidade de Jundiahy", de 12 de outubro de 1890: "É fora de dúvida que um dos principais focos d'onde emana notável progresso para este municipio, é o núcleo colonial Barão de Jundiahy. . .  A cultura da uva tem alli merecido especial attenção dos colonos, e a safra deste ano promete ser abundantíssima, o que certamente se repetirá nos anos subsequentes, em vista do alargamento das plantações. O plantio de cereaes é da mesma maneira trabalhado com meticuloso zelo, esperando-se enorme colheita para o próximo anno". 

Em apenas três anos de trabalho  os colonos italianos já mostravam os resultados de seu esforço e trabalhos constantes, que dão frutos até os dias atuais.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

NOSSOS VEREADORES ÀS VEZES "SE SUPERAM"


Como se diz em tom de brincadeira, nossos vereadores às vezes "se superam".

O vereador Alberto da Costa apresentou em 1956 uma indicação solicitando verba para a aquisição de um ebulidor elétrico e  assucareiro (sic) para que de duas em duas horas fosse feito um cafezinho a ser servido aos vereadores, mas "não dispensando aquele tradicional café com mistura no intervalo regimental" - deveria ser um lanche...

As razões estavam ao final do ofício, observando que alguns vereadores, "esgotados dos trabalhos intelectuais necessitam reanimação"... 

domingo, 5 de julho de 2020

1933: O CAMPEONATO INTERNO DE BASQUETE DA ESPORTIVA ERA NOTÍCIA NA CAPITAL

A imprensa da Capital noticiava que em 9 de novembro de 1933 acontecera  mais um jogo pelo campeonato interno de basquete da saudosa Esportiva. 

Observando-se o texto, nota-se algumas curiosidades:

- o esporte era chamado "bola ao cesto";

- os times eram chamados "turmas" e levavam o nome daquele que provavelmente era o seu capitão. No caso, jogaram as turmas J. Bocayuva e A. Moraes;

- o placar foi 10 a 7, impensável em um jogo de hoje. 

- para o time vencedor, o jogador Breternitz (Moacyr, que foi diretor da Esportiva) marcou 8 pontos!

Bons tempos!

quarta-feira, 1 de julho de 2020

CARLOS DE SALLES BLOCH, PARTIU PREMATURAMENTE

Carlos de Salles Bloch  nasceu em 1887, em Campinas.

Trabalhou durante muito tempo na Companhia Paulista de Estradas de Ferro e teve uma participação intensa na vida de nossa cidade, em diversos campos. 

Foi um dos fundadores do Grêmio CP (1900),  do Paulista FC (1909) e da Sociedade Jundiaiense de Cultura Artística, em 1932 - era um incentivador das bandas de música de nossa cidade. Ainda na área cultural, colaborava com nossa imprensa.

Bloch havia enviuvado muito cedo, e em 1940, às vésperas de seu segundo casamento, acabou falecendo aos 53 anos. Um convite para  missa de 7º dia em sua memória foi publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 21 de abril de 1940.

Hoje, dá nome a uma importante via do bairro do Anhangabaú.









domingo, 28 de junho de 2020

JUNDIAÍ TEVE UM JOCKEY CLUB


Conforme podemos ver pelas imagens deste post, fora fundado em nossa cidade o Jockey-Club Jundiaí.


Por iniciativa do vereador José Pedro Raimundo, a Câmara Municipal enviou seus cumprimentos ao novo clube, que com outra correspondência, agradeceu. 

São poucas as informações que conseguimos levantar acerca da entidade; seu presidente provavelmente era o Professor Arthur Chagas Jr, importante figura de nossa cidade. Nascido em 14/01/1902, em Botucatu, era casado com Anna Pontes Chagas; trabalhou em diversas de nossas escolas, tendo em 1959 sido  nomeado Delegado de Ensino de Jundiaí (hoje Diretor de Ensino), cargo que ocupou até a aposentadoria. Foi vereador entre 1956 e 1959, tendo falecido em  14/05/1984.

O clube localizava-se à Rua Barão de Jundiaí 706, provavelmente no prédio da Galeria Bocchino.

Pela falta de outras menções à entidade, acredita-se que o clube nunca tenha saído do papel.  






terça-feira, 23 de junho de 2020

1957: VEREADORES PEDIAM O CONFINAMENTO DAS PROSTITUTAS

Em 23 de novembro de 1957 a Folha da Manhã trazia informações sobre um assunto que vinha agitando a cidade: as "decaídas" (prostitutas) que faziam ponto no centro da cidade. 

Ao que parece a Polícia fechara as casas em que essas mulheres atendiam aos seus clientes, e elas passaram então a procura-los nas ruas, gerando, segundo o jornal, "cenas degradantes". 

O assunto mobilizara a cidade: após três sessões, com o recinto da Câmara totalmente lotado, a edilidade decidiu solicitar, por ofício dirigido ao Delegado de Polícia, o "confirmamento" (sic) da mulheres - provavelmente o jornal quis dizer "confinamento".

Não sabemos como o assunto evoluiu, mas a cidade parece ter "fervido" na ocasião - e o pior, é que o problema persiste, agravado, entre outros fatores, pelo consumo de drogas. 

Há algum tempo tratamos do assunto em outro post, que tem informações adicionais. 

domingo, 14 de junho de 2020

EM JANEIRO DE 1919 A PANDEMIA CHEGAVA AO FIM

Em 15 de janeiro de 1919 o jornal O Estado de S. Paulo noticiava que empresários de nossa cidade entregavam ao prefeito, o Dr. Olavo Guimarães, mais de quatro contos de réis que haviam sido arrecadados junto a comerciantes - o valor era destinado às vítimas da Gripe Espanhola que grassara também em nossa cidade. 

Consta que, em todo mundo, a doença matou entre 17 e 100 milhões de pessoas; no Brasil, foram 35 mil vítimas, dentre elas o presidente eleito, Rodrigues Alves - a pandemia durou aqui cerca de quatro meses. 


A mesma edição,  dizia que os vicentinos de nossa cidade estavam promovendo uma romaria à capela do Senhor Bom Jesus, no bairro do Caxambu, em ação de graças pelo fim daquela pandemia.  

1938: TRALDI ERA A MAIOR VINÍCOLA DO ESTADO

Em sua edição de 27 de março de 1938, O Estado de S. Paulo" falava da vinícola Traldi: era a maior empresa do ramo em nosso estado, produzira mais de 1,5 milhão de litros, 44% da produção de nossa cidade, em que existiam mais 21 produtores de vinho.

O jornal elogiava os produtos da empresa, que como fazia todos os anos, enviava uma caixa de seus produtos ao jornal...


terça-feira, 9 de junho de 2020

JUNDIAÍ E O TROPEIRISMO

A produção de alimentos  tinha muita importância econômica na Jundiaí do final do século XVIII e nas décadas iniciais do XIX. Milho, açúcar, feijão, carne suína e bovina, além de aguardente, eram os principais produtos de nossa cidade. 

Mas havia outro negócio importante na cidade: o dos transportes. Por aqui passava a “Rota do Goiás”, que saía de São Paulo, atravessava Jundiaí, Campinas, Mogi-Mirim, Mogi-Guaçú, rumando para Franca e daí para Goiás; nessa rota, que foi aberta ao redor de 1725 pelo bandeirante Bartolomeu Bueno, tudo era transportado no lombo de muares, que viajavam em grupos chamados "tropas". 

Essas tropas também transportavam mercadorias de e para o porto de Santos. Havia também um ramal da Rota que seguia para o sul de Minas. 

Muitos jundiaienses exerciam atividades ligadas a esse negócio,   criando, domando, alugando e comerciando animais, organizando e conduzindo tropas, produzindo arreios e fornecendo alimentos aos tropeiros. 

Do interior, as tropas traziam produtos como algodão, toucinho e queijos. A partir de Jundiaí, eram enviados para São Paulo porcos vivos.

O trabalho era duro, e a "estrada" ruim: já em 1822 havia reclamações, inclusive sobre queda de pontes, como dissemos em outro post.

As atividades dos tropeiros foram diminuindo à medida em  que as estradas foram sendo melhoradas e carroções passaram a ser um meio mais eficiente de transporte - antepassados meus tiveram um negócio desse tipo, trazendo café do interior para embarque na ferrovia em Jundiaí, rumo a Santos, que passou a operar em 1867.

À medida em que as ferrovias foram sendo implantadas, as tropas deixaram de existir em nossa região; como curiosidade, ainda vi tropas transportando marmelo para fábricas da Cica em Delfim Moreira e Marmelópolis, no sul de Minas, no início dos anos 1970 - a foto ao lado mostra a fábrica em Delfim Moreira; o prédio pertence à Prefeitura da cidade.