terça-feira, 14 de junho de 2022

AS NOVAS INSTALAÇÕES DA DELEGACIA EM 1939 E UM DELEGADO DE PRIMEIRA LINHA

A Delegacia de Polícia de nossa cidade funcionava no andar superior do prédio da Cadeia Pública, situado no Largo de São Bento, onde hoje foi construído o atual Fórum. É o prédio mais à direita na foto; do lado esquerdo, podemos ver o final da Rua Barão de Jundiaí – o fotógrafo está de costas para o Mosteiro de São Bento.
 
Em junho de 1939, a imprensa da capital noticiava que a Delegacia se mudara para novas instalações, à Rua Senador Fonseca. Fugindo ao padrão, a notícia dizia que as instalações eram boas, com mobiliário moderno e elegante.

A matéria informava que o delegado da cidade, Raymundo Álvaro de Menezes vinha tendo uma atuação excelente, tendo inclusive tomado a iniciativa de criar uma Guarda Noturna. 

De fato, o policial parecia ser muito dinâmico, tendo procurado reprimir a vadiagem, a cobrança de alguns preços extorsivos (era função da Polícia na ditadura Vargas) e, no Carnaval de 1939 montado um esquema de policiamento perfeito, com a participação do sub-delegado Joaquim Cardoso, do escrivão Armando Dainese, guardas noturnos e soldados do Exército.

Abaixo, um documento assinado pelo delegado. Trata-se da Certidão de Registro de Pilade Bassi, que nos foi enviada por Marcos Barce, seu neto. Esse documento era obrigatório para os estrangeiros que se radicavam em nosso país.


Nascido no Ceará, também um intelectual, o delegado foi jornalista e escritor, sendo o patrono de uma das cadeiras da Academia de Ciências, Letras e Artes dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.  



quarta-feira, 8 de junho de 2022

DR. RAPHAEL MAURO, UM ILUSTRE JUNDIAIENSE

Nascido em 1908 e falecido em 1962, Raphael Mauro foi um dos nomes mais conceituados da medicina jundiaiense, atuando durante muito tempo na Casa de Saúde Dr. Domingos Anastásio. Foi também médico da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e do Senai.

Como cidadão, muito contribuiu para a vida da cidade, sendo um dos fundadores e presidente do Rotary Club de Jundiaí e do Clube Jundiaiense. Também foi um dos fundadores do Tênis Clube e presidiu o Paulista Futebol Clube.

Era presidente do Clube Jundiaiense quando foi inaugurada sua nova sede social em 13 de dezembro de 1947, com um baile de gala. Até então, a sede do Clube funcionava à rua Rangel Pestana, 176.

Hoje há uma escola estadual que leva seu nome, na Vila Comercial.




segunda-feira, 25 de abril de 2022

A VIDA DE NOSSOS OPERÁRIOS ERA MUITO DURA



O Jornal anarquista "A Terra Livre", em sua edição de 28 de junho de 1906, informa-nos acerca de algumas das condições de trabalho dos operários da tecelagem São Bento, que ficava na Vila Arens em Jundiaí - a empresa fora fundada em 1874 e a foto acima foi feita no início do século XX.

O jornal informava que os funcionários estavam em greve, em função de uma redução de salários.

Eram cerca de 200 funcionários; 20 homens e
os demais mulheres e crianças, que trabalhavam das 6 da manhã às 8 e meia da noite, com intervalos de 45 minutos para o almoço e para o jantar. 

O filho de um dos sócios e gerente da fábrica mantinha junto dessa um armazém, que vendia "fiado",  pelo preço da praça e descontando o valor das compras no salário.  

A empresa acabou quebrando e na área que ocupava foram construídos prédios de apartamentos e alguns estabelecimentos comerciais.

Realmente, uma vida muito dura...

quarta-feira, 23 de março de 2022

Tentando contratar alguém para ir à guerra

 A Guarda Nacional, criada em 1832, pelo Padre Feijó, então Ministro da Justiça, tinha como missão, quando convocada, apoiar as Forças Armadas e os Corpos de Permanentes (a polícia de então) na manutenção da ordem – chegou  a lutar na Guerra do Paraguai e em conflitos ocorridos em nosso pais. 

Oficialmente, a Guarda Nacional era composta por todos os cidadãos, distribuídos por batalhões e companhias espalhados por todo o País, inclusive em nossa cidade.

Durante a Guerra do Paraguai, um membro da Guarda foi transferido para Mato Grosso, e, de acordo com as regras vigentes, passou a tentar controlar alguém que o substituísse, para isso publicando um anúncio no Diário de S. Paulo, do qual constavam dois contatos, um deles aqui em Jundiaí.



terça-feira, 22 de março de 2022

Professor Luiz Rosa: um pioneiro do ensino em Jundiai



Nascido em 4 de maio de 1852 no Rio de Janeiro o professor Luiz Felippe da Rosa foi, na juventude, militar.

Décadas mais tarde, trabalhando como professor em Campinas, mudou-se para Jundiaí por conta de uma grave epidemia de febre amarela que assolou aquela cidade no final do século XIX.

Durante anos trabalhou no famoso e importante Ginásio Hydecroft, que ficava localizado na Rua do Rosário, na área posteriormente ocupada pelo quartel do exército.

Com o fechamento do colégio no ano de 1917, Luiz Rosa criou sua própria escola, o Ginásio Rosa; ainda hoje em funcionamento, a Escola Professor Luiz Rosa é considerada uma das mais antigas escolas particulares do país.

Falecido em 14 de maio de 1930, o professor empresta seu nome a uma avenida no Centro de nossa cidade.

domingo, 6 de março de 2022

Tempos difíceis para os operários jundiaienses

Em maio de 1969 a imprensa noticiava as dificuldades dos operários da antiga Fábrica São Jorge, indústria têxtil que ficava praticamente no centro de nossa cidade - no prédio que ocupava, funciona hoje um loja da rede de hipermercados Extra.



A Polícia Militar Rodoviária formou 122 novos soldados em nossa cidade


Em 25 de maio de 1969, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava a formatura de 122 policiais rodoviários, que foram treinados em nossa cidade. A solenidade aconteceu no Parque da Uva. 

É muito interessante observar os cursos que os novos guardas haviam feito anteriormente, havia desde técnicos de contabilidade até um professor de música.

Na atualidade, é bastante provável que muitos, se não a maioria dos que se encaminham para essa carreira já tenham curso superior. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

6 de dezembro de 1968: Paulista FC, campeão, subia para a Divisão Especial


No dia 6 de dezembro de 1968, o Paulista FC, ao vencer o Barretos por 3 x 0, ganhava o campeonato da 1ª Divisão e subia para a Divisão Especial. 

Foi uma grande festa em nossa cidade, mas nuvens negras estavam no horizonte: o presidente, Vanderley Pires e Roberto Picchi, que o sucederia, já trocavam acusações, permitindo antever que, no futuro, o time traria mais tristezas do que alegrias aos seus torcedores. 

Ao final, em meio a uma crise financeira, assumiu a presidência do clube José Sales.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

SPERANDIO PELLICCIARI, UM PIONEIRO DE NOSSA INDÚSTRIA

O viaduto que liga os bairros de Vila Arens e Ponte São João, popularmente conhecido como "Viaduto da Duratex", é oficialmente chamado "Viaduto Sperandio Pellicciari".

A Prefeitura deu esse nome à obra, inaugurada em 9 de novembro de 1968, como forma de homenagear um dos pioneiros da industrialização de nossa cidade.


 


A FESTA DO PÊSSEGO DE 1968 FOI UM GRANDE SUCESSO


Em sua edição de 5 de novembro de 1968, O Estado de S. Paulo noticiava a realização da 1ª Festa do Pêssego de Jundiaí.

A festa foi promovida pela tradicional Sociedade Beneficente Progresso Nipo Brasileira Jundiaí, tendo Yoshio Kureda como presidente da comissão organizadora.

Como se pode perceber pelo que disse o jornal, a festa foi um grande sucesso.




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Em 1968, o Paulista FC, iniciava a venda de cadeiras cativas



O Jornal O Estado de S. Paulo, noticiava, em sua edição de 23 de outubro de 1968, que o Paulista FC  iria vender 3 mil cadeiras cativas, como forma de financiar o aumento da capacidade de seu estádio de 20 para 50 mil pessoas. A Prefeitura também estava auxiliando o clube nesse processo. 

O jornal citava afirmações do então presidente Vanderlei Pires, que afirmava ser a expansão ligada à ideia de ascensão do clube à divisão principal do futebol paulista, o que acabou efetivamente acontecendo no final daquele ano.  

 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Surto de varíola atingiu nossa cidade em 1968

Em sua edição de 27 de junho de 1968, o jornal O Estado de S. Paulo tratava do surto de varíola que grassava em nossa cidade.

Felizmente, o surto foi considerado benigno, tendo atingido até aquele momento 23 pessoas. 

O jornal concluía dizendo que estava acontecendo a vacinação em massa da população, especialmente das crianças.

Fica uma dúvida: será que na época havia preocupação com relação ao fabricante da vacina, origem do surto e efeitos colaterais, tão frequentes entre os "especialistas" de hoje?


segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

1968: Viação Cometa substituía a frota que ligava Jundiaí a São Paulo


Reunida em assembleia no dia 29 de fevereiro de 1968, a diretoria da
Viação Cometa decidiu a compra de 20 ônibus novos Mercedes Benz, modelo  321.

Esses ônibus substituiriam totalmente a frota até então utilizada na ligação de nossa cidade com São Paulo.



terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Ariosto Mila: um ilustre cidadão

Em sua edição de 23 de fevereiro de 1968, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava a posse do Prof. Ariosto Mila na direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU). A matéria dizia que o Professor orgulhava-se de ter nascido em Jundiaí, onde morava e pretendia morrer. A foto abaixo mostra-o discursando durante a posse.

Professor da USP desde sua graduação em 1940, Ariosto Mila chegou à livre docência, o mais alto grau entre os professores daquela Universidade. 

Artista plástico, foi membro do Fundo para Construção da Cidade Universitária, presidente do CREA,  presidente da Comissão Permanente do Plano Diretor de Jundiaí, onde conduziu os primeiros estudos para implantação do Paço Municipal.

Foi também presidente da Comissão de Estudos para restauração do Teatro Polytheama. Dá nome a um auditório da FAU.

Nasceu em  28/12/1912 e faleceu em 08/12/1987.

Um grande jundiaiense, de quem pouco se fala em nossa cidade. 



terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Agosto de 1933: era lançada a pedra fundamental da igreja de Corrupira


Em agosto de 1933 a imprensa noticiava o lançamento e benção da pedra fundamental da igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, no bairro de Corrupira, que seria vinculada à Paróquia de Vila Arens.

O terreno para construção do templo foi doado pelo casal Francisco e Rita de Monlevade - o Engenheiro Monlevade era o presidente da Cia. Paulista de Estradas de Ferro.

Após a solenidade religiosa, houve uma "kermesse" (como se escrevia na época" e a seguir um baile que se prolongou até a madrugada.
   

sábado, 1 de janeiro de 2022

A PAULICEA - HOJE, SÓ SAUDADE


Um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais de nossa cidade foi a Paulicéa, fundada em 1° de julho de 1898.

Esse tradicional estabelecimento, de panificação e confeitaria foi dirigido pela família Fehr, até o ano de 1965.

Funcionou até 2008, tendo sido, durante 110 anos, um dos locais preferidos pelos jundiaienses, que até hoje sentem falta do tradicional estabelecimento.
 

1936: TORNEIO INICIO DE BASQUETE NO GREMIO

Em 13.9.36, a Folha da Manhã noticiava a realização do Torneio Início de um campeonato de basquete que acontecia entre os associados do Grêmio CP, tradicional clube de nossa cidade.

Algumas curiosidades sobre o clube e o evento:

- o Grêmio foi fundado em 15 de Novembro de 1900 por funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro

- a entidade era conhecida como Grêmio Paulista

- seu presidente era o Dr. Clóvis de Sá e Benevides (mais informações sobre esse ilustre médico podem ser encontradas aqui)

- as equipes eram chamadas "turmas"

Note-se que a crise que vivemos parece estar levando o clube a fechar sua sede central, concentrando suas atividades em sua bela sede de campo situada no bairro do Caxambu.



quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

1912: maçons de Jundiaí homenageavam Quintino Bocaiuva

Em sua edição de 15 de julho de 1912, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava homenagens prestadas pela Loja Maçônica Amor e Concórdia, de nossa cidade, à memória de Quintino Bocaiuva, um jornalista, militar e político, conhecido por sua atuação no processo da Proclamação da República, que falecera em 11 de junho daquele ano. 

Como político, foi o primeiro ministro das relações exteriores da República, de 1889 a 1891, e presidente (governador)do estado do Rio de Janeiro, de 1900 a 1903.  

Bocaiuva fora, durante muitos anos, Grão Mestre da Maçonaria Brasileira. 

A Loja Amor e Concórdia, fundada em 1893, ocupa um prédio histórico situado no início da rua Barão de Jundiaí.




segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

1966: ESPORTIVA ERA CAMPEÃ DE HALTEROFILISMO

A querida Associação Esportiva Jundiaiense era tradicionalmente muito forte em halterofilismo.

Em 29 de novembro de 1966, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava que a Esportiva ganhara o campeonato juvenil disputado em S. Paulo, no Palmeiras. 

Dois atletas esportivanos foram os
primeiros colocados em suas modalidades: José Maria Batista (peso galo) e Paulo Batista de Sene (peso pena). 
Nessa competição, Sene quebrou recordes brasileiros. 

Sene foi um dos mais destacados atletas jundiaienses, tendo competido nas Olimpíadas de Montreal (1976) e Moscou (1980)e em diversas outras competições no exterior.  




1966: ERA CRIADA A DIOCESE DE JUNDIAÍ



Em sua edição de 27 de novembro de 1966, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava a criação da Diocese de Jundiaí. 

A Diocese foi produto do desmembramento da Arquidiocese de S. Paulo, tendo sido também adicionada a ela a então paróquia de Louveira, que pertencia à Arquidiocese de Campinas. 

Como sabemos, nosso primeiro bispo foi D. Gabriel Paulino Bueno Couto, então bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, cujo titular era o Cardeal D. Agnelo Rossi, cuja família residia em nossa cidade.  






sexta-feira, 19 de novembro de 2021

JÁ EM 1966 OS SERVIÇOS PRESTADOS PELOS CORREIOS ERAM PÉSSIMOS

 

Não é de hoje que os serviços prestados pelos Correios são péssimos.

Já em 1966 as queixas eram muitas, como noticiava O Estado de S. Paulo em sua edição de 12 de maio daquele ano, quando relatava que um documento enviado daquela cidade para Jundiaí demorou 19 dias para chegar.

domingo, 14 de novembro de 2021

O LAR NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS FUNCIONAVA COMO UM PENSIONATO

O jornal O Estado de S. Paulo publicou em sua edição de 24 de abril de 1966 um anúncio oferecendo vagas para senhoras em um pensionato mantido pelas Irmãs Vicentinas. 

Esse tipo de estabelecimento praticamente deixou de existir, e era utilizado por mulheres sem família e estudantes do sexo feminino que viviam fora de suas cidades - na época, não era de bom tom mulheres viverem sozinhas...

O Lar N. S. das Graças foi fundado em 26 de outubro de 1956 e hoje recebe idosos carentes em situação de risco.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

A SAIDA DE DALMO DO SANTOS F.C.

Em sua edição de 7 de abril  de 1965, O Estado de S. Paulo noticiava que o Santos FC havia dispensado um de seus jogadores, o jundiaiense Dalmo Gaspar.

Mas era uma dispensa estranha: valia por dois anos e Dalmo não poderia jogar em clubes paulistas. 

Dalmo acabou indo para o Guarani de Campinas, onde ficou por dois anos; a seguir veio para o Paulista, onde encerrou sua carreira em 1967.



sábado, 21 de agosto de 2021

EM 1918 JUNDIAHY ERA ASSIM

 



Em 1918 a Companhia Paulista de Estradas de Ferro publicou um álbum comemorativo do 50º aniversário de sua fundação.

Nele trazia informações acerca das cidades servidas pela ferrovia; sobre Jundiaí dizia:


O álbum pode ser encontrado aqui.

 




segunda-feira, 16 de agosto de 2021

UM CARRO ELÉTRICO MADE IN JUNDIAÍ


Em 22 de fevereiro de 1965, nossa cidade era notícia no "O Estado de S. Paulo"  - o jundiaiense Maurício Lorencini apresentaria seu carro elétrico no Rio de Janeiro.





domingo, 18 de julho de 2021

PIONEIRISMO NA EDUCAÇÃO: EM 1960 O INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TORNAVA-SE EXPERIMENTAL

No inicio do ano letivo de 1960, eram instaladas no então Instituto de Educação, duas classes experimentais, onde seriam utilizados novos métodos de ensino, que pretendiam revolucionar o que era então chamado ensino do 1º e 2º ciclos. 

Essa escola seria a primeira a utilizar esses métodos em todo o nosso estado, evidenciando sua importância e de nosso município. 

O velho Instituto hoje é uma sombra de seu glorioso passado, para tristeza da cidade e de todos aqueles que nele estudaram e ensinaram.



A CÂMARA MUNICIPAL ERA "UM ESPETÁCULO"

Os jornais da capital frequentemente traziam notícias sobre os "espetáculos" dados pelos nossos vereadores. 

Em 5 de fevereiro de 1960, mais uma dessas notícias aparecia, dessa vez tendo como protagonista o vereador Carlos Gomes Ribeiro, que acabou sendo expulso do recinto da Câmara.






 


terça-feira, 29 de junho de 2021

O MALTRATADO CENTRO DE NOSSA CIDADE

O centro de nossa cidade segue sujo, mal cuidado, frequentado por pedintes que abordam os pedestres de forma violenta. 

Infelizmente, essa situação vem de longe: em 9 de novembro de 1959, o então vereador Alberto Costa dizia que


Hoje, o problema não ocorre apenas às segundas feiras, mas em todos os dias da semana.

Naquela época, o vereador pedia à Prefeitura que resolvesse o problema: 


Será que algum dos atuais vereadores não poderia também pedir providências? A cidade certamente agradeceria...

segunda-feira, 28 de junho de 2021

JUNHO DE 1959: PRESOS TENTAM FUGIR E INCENDIAR CADEIA

Em 23 de junho de 1959, alguns presos da velha cadeia de nossa cidade, situada na área hoje ocupada pelo Fórum, teriam tentado uma fuga.

A fuga foi evitada e como castigo os presos tiveram a alimentação suspensa por três dias - um decreto permitia que isso fosse feito por até cinco dias.

Inconformados, os presos atearam fogo aos seus colchões e pretendiam incendiar o prédio, sendo impedidos pela polícia e pelos bombeiros.

Observe-se que entre os presos, havia um jovem de 16 anos.

O regime realmente era muito mais duro...


  

 

MAIO DE 1959 - ERA INAUGURADA A FÁBRICA DA AEG EM NOSSA CIDADE

 A fábrica situava-se na estrada Jundiaí-Itu. Tornou-se depois a Transformadores União e depois Siemens

sábado, 26 de junho de 2021

DESFALQUE EM JUNDIAÍ ERA ASSUNTO DA IMPRENSA DA CAPITAL


Em 11 de abril de 1959 o jornal O Estado de S. Paulo tratava de um desfalque ocorrido na coletoria regional do IAPETEC, situada em nossa cidade. 

O IAPETEC, Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas, foi uma das entidades que mais tarde deu origem ao INSS.

A história era escabrosa: além do desfalque, falava-se em tentativa de suicídio e outros episódios estranhos. 



1959: VEREADORES ENVERGONHAVAM NOSSA CIDADE

Em sua edição de 22 de fevereiro de 1959, o jornal O Estado de S. Paulo relatava fatos que envergonhavam nossa cidade. 

A matéria começava afirmando que nossa
Câmara de Vereadores era chamada pelos moradores de "o cirquinho da cidade".

Prosseguindo, a matéria relatava tumulto provocado pelo vereador José Hélio Hércules, que, licenciado, tentara reassumir o cargo durante uma votação. 

Impedido pelo presidente da Câmara, tentou agredir seu suplente, Valmor Barbosa Martins, mais tarde nosso prefeito.

Soldados da Força Pública foram chamados para tentar conter o tumulto, mas novos atos de violência levaram a sessão a ser encerrada. 


segunda-feira, 14 de junho de 2021

FRANCISCO JANOUSEK E SUA "ALFAIATARIA INTERNACIONAL"

Foi publicado recentemente no blog "JUNDIAÍ
ANTIGA EM FATOS FOTOS E VERSÕES", um post com imagens da Alfaiataria Internacional, mantida por  Francisco Janousek e que ficava na Rua Torres Neves. Na foto, Janousek aparece em companhia de sua filha Ernestina.

Em sua edição de 5 de abril de 1915, o jornal "O Estado de S. Paulo" noticiava que Janousek fez uma contribuição de 6$000 (seis mil réis), para a "kermesse em benefício do asylo da mendicidade Barão do Rio Branco". A título de comparação, um exemplar do jornal custava 100 réis. 

Evna Arruda, bisneta de Janousek, que publicou o post, diz acreditar que as imagens, que reproduzimos aqui, sejam do final do século XIX.