quinta-feira, 30 de abril de 2026

TELECOMUNICAÇÕES EM JUNDIAÍ - ALGUNS DADOS NÃO TÃO ANTIGOS...


O portal Teleco traz algumas informações
muito interessantes sobre telecomunicações em nossa cidade - são dados de 2025, quando Jundiaí tinha uma população estimada em 463.039 habitantes. 

Vamos aos dados: 

- Celulares: 645.422

- Telefones fixos: 87.537

- TV por assinatura: 35.015

- Acesso à internet por banda larga: 172.185

É curioso ser o número de celulares ser maior que o número de habitantes - isso acontece também a nível Brasil. 

terça-feira, 21 de abril de 2026

SAUDADE: EM 1949 ERA INAUGURADA A ILUMINAÇÃO DA QUADRA DA ESPORTIVA

 


O jornal Folha da Manhã noticiou que em 23 de fevereiro de 1949 aconteceu a inauguração da iluminação  da quadra da Associação Esportiva Jundiaiense.

Fundado em 1926  deixou muita saudade; suas instalações no centro da cidade fazem muita falta à nossa cidade.

Dentre as atividades que marcaram a inauguração, uma exibição da equipe de voleibol da Esportiva, que se sagrara campeã do interior. 

A Esportiva resiste até hoje com sua sede de campo, onde um pequeno grupo de abnegados se reúne principalmente para a prática do futebol. 



quarta-feira, 25 de março de 2026

A INDÚSTRIA TÊXTIL JÁ FOI MUITO IMPORTANTE EM JUNDIAÍ

As indústrias de fiação e tecelagem já foram muito importantes para Jundiaí e também para todo o interior do Estado de São Paulo, como mostra a tabela abaixo, que mostra o número de operários nas indústrias têxteis do interior no ano de 1929. 

A tabela faz parte da dissertação de mestrado de Carlos Camilo Mourão Jr., apresentada à USP em 2023. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A ÁREA DE JUNDIAÍ DIMINUIU - MUITO!

O mapa abaixo mostra a extensão territorial de Jundiaí quando foi elevada à condição de vila (município) em 1655, desmembrada da vila de São Paulo.

A partir de 1768, Jundiaí sofreu inúmeros desmembramentos, sendo sua área atual a mostrada em vermelho no mapa - uma diminuição e tanto!


O mapa foi elaborado por Ana Cristina Gentile Ferreira e Katia Cristina da Silva Izaías e consta de dissertação apresentada à Unicamp.



 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

GEORGINA HELENA FORTAREL, UMA VIDA DEDICADA À EDUCAÇÃO



Georgina Helena Fortarel nasceu em Campinas, aos 27 de setembro de 1902, filha do casal Ida e Fernando Fortarel.

Ainda criança veio residir em Jundiaí, onde foi aluna do Grupo Escolar “Cel. Siqueira de Moraes”, tendo completado o curso primário nessa escola.

Formada pela Escola Normal Carlos Gomes, de Campinas, lecionou como professora substituta no Grupo Escolar de Rocinha, hoje Vinhedo, sendo nomeada em 1928 Professora Municipal, passando a lecionar no bairro de Jundiaí Mirim.

Buscando aperfeiçoar-se, em 1937 frequentou a Escola Normal Livre de Jundiaí e em 1938 foi aprovada em concurso para o magistério público estadual, tendo sido nomeada professora efetiva do Grupo Escolar do Valão, próximo à cidade de Araraquara.

Em 1941 foi removida para o Grupo Escolar “Cel. Siqueira de Moraes”, onde estudara, ali trabalhando até 1962, encerrando uma carreira de relevantes serviços em favor da educação. 

A professora faleceu aos 79 anos em nossa cidade; seu nome foi dado a uma escola do vizinho município de Campo Limpo Paulista.



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

30 DE MAIO DE 1933 - ERAM FIXADOS HORÁRIOS PARA O COMÉRCIO DE NOSSA CIDADE

Nessa data, foi publicado um decreto fixando horários para o funcionamento do comércio em Jundiaí; esses horários seriam:  

- Escritórios e comércio em geral: das 8h às 18h, com duas horas de almoço;  aos sábados, das 8 às 12. 

- Mercado Municipal, da Rua Barão de Jundiai: das 7 às 17,  podendo abrir aos domingos até às 11, apenas para a feira de pequenos lavradores. 

- Cafés e padarias: das 5 às 22,   proibida a fabricação de pães das 6h de domingo às 6h de segunda-feira. 

- Bares, botequins, confeitarias, restaurantes, casas de frutas frescas, leiterias, sorveterias, casas de flores, hotéis, bilhares, charutarias e salões de engraxate, sem limites de horários.

- Açougues: das 5 às 18; nos domingos e feriados até às 12.

- Bombas de gasolina,  locadoras de bicicletas,   agências de transporte e de acessórios: das 7 às 21.

- Salões de barbeiro ou cabeleireiro: das 7 às 20 inclusive aos sábados.

- Farmácias: das 7 às 20, e aos domingos das 7 às 12 - aquelas na escala municipal de plantão podiam abrir com horário integral. 

- Estabelecimentos comerciais de qualquer tipo situados na zona rural: ate às 20 nos dias úteis e até às 12 aos sábados.

É interessante lembrar que o decreto, em tempos onde muitos comerciantes ou profissionais tinham sua residência junto ou acima do estabelecimento, exigia que a porta de acesso à residência permanecesse fechada.

Essas informações constam do livro comemorativo dos cem anos da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí.

Um tradicional estabelecimento comercial de nossa cidade, a Casa Independência nos anos 1930: esse prédio deu lugar ao primeiro “arranha céu” de Jundiaí nos anos 1950, o Edifício Carderelli, em frente à Catedral Nossa Senhora do Desterro, na esquina com a Rua Barão de Jundiai.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

A COMISSÃO CENTRAL DE ESPORTES EM 1952

O jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de 19/1/1952, trazia a composição da Comissão Central de Esportes, órgão que coordenava o esporte amador em Jundiai:




domingo, 2 de novembro de 2025

A RUA DO ROSÁRIO DE ANTIGAMENTE

 


A aquarela acima, de autoria do pintor jundiaiense Diógenes Duarte Paes (1896 - 1964) nos dá uma visão da rua do Rosário de antigamente.

A igreja ao fundo foi demolida no início da década de 1920, para prolongamento da Rua do Rosário - é a atual rua Major Sucupira

A foto abaixo, do acervo do Prof. Maurício Fernandes, mostra o mesmo local em 1910:



sábado, 20 de setembro de 2025

GRANDE INCÊNDIO NA FÁBRICA DE FÓSFOROS


Era o que noticiava a Folha da Manhã em 25/5/1944. 

A fábrica, pertencente ao grupo Andrade & Latorre, fabricante dos fósforos Argos e Guarany, situava-se praticamente no centro da cidade, na esquina das ruas Siqueira de Moraes e XV de Novembro.

O incêndio, muito violento, foi consequência de um curto-circuito.

Não possuindo a cidade guarnição do corpo de bombeiros, o fogo foi combatido pelos funcionários da empresa e da Cia Paulista de Estradas de Ferro, cujos escritórios e oficinas situavam-se nas proximidades.

Também ajudaram a combater as chamas, soldados do Exercito, do antigo 2º Grupo de Artilharia de Dorso, cujo quartel situava-se no centro da cidade, não muito distante da fábrica.

O fogo teve início por volta das 6 da manhã, e quando os bombeiros de Campinas chegaram, por volta de 8 horas, já estava praticamente dominado.

 

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

1893 - nossa cidade era muito pequena!

 


Em 1893 circulava em nossa cidade o jornal O Século.

Mostrando como nossa cidade era pequena, o jornal publicava notas acerca de moradores da cidade que hoje não despertariam qualquer interesse nos leitores: uma delas dizia que Benjamin Barretini e sua família viajariam para a Europa e que muitos amigos foram se despedir dos viajantes na estação ferroviária.

Outra notícia dizia que Thomaz Peake, que era o chefe da estação ferroviária, estivera doente, mas que já estava convalescendo e que o jornal desejava "seu completo restabelecimento, do íntimo d'alma".

Peake teria chegado a diretor da Estrada de Ferro Araraquarense, que na década de 1910 faliu, em meio a grande escândalo.

Realmente, o mundo era muito diferente...

domingo, 10 de agosto de 2025

A João Filippini SA., uma tradicional empresa jundiaiense


A João Filippini SA. foi uma empresa muito tradicional na área de madeiras e materiais para construção.

Suas instalações ocupavam uma grande área na Avenida Dr. Cavalcanti, onde hoje foi construída uma igreja. 

A imagem que ilustra esta postagem foi publicada em nossa imprensa no dia 25 de março de 1961. 



 

quarta-feira, 18 de junho de 2025

APESAR DO NOME, A FÁBRICA CRUZEIRO PARECIA SER UM ESTABELECIMENTO COMERCIAL

 


Em sua edição de 28 de janeiro de 1900, o jornal Commercio de Jundiahy publicava um anúncio da Fábrica Cruzeiro, pertencente à tradicional família Dovichi, de nossa cidade.

Apesar do nome "fábrica", aparentemente tratava-se de um estabelecimento comercial, que segundo o anúncio, vendia, entre outras coisas, sal moído, café em pó, lenha rachada etc. 

O anúncio informava que a empresa, situada à Rua Barão de Jundiaí, estava começando a operar também uma máquina de beneficiar arroz. 

quinta-feira, 12 de junho de 2025

EM 1917, JUNDIAÍ TINHA A 35ª POPULAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO


O Fanfulla foi um jornal fundado em 1893 por imigrantes italianos, publicado na cidade de São Paulo.

Publicado em língua italiana, teve grande importância na comunidade ítalo-brasileira e no cenário da imprensa imigrante.

Um amigo desse blog enviou-nos um recorte da edição de 3 de dezembro de 1917, trazendo informações sobre a população do estado de São Paulo e de suas principais cidades.

O estado tinha quase 3,8 milhões de habitantes, e depois da capital, com cerca de 550 mil, a maior cidade era Campinas com pouco mais de 110 mil.

Jundiaí era a 35ª colocada, com quase 35 mil habitantes, ficando atrás de cidades que hoje são muito menores, como Paraibuna e São Simão.

Resta saber se o crescimento, que levou Jundiaí a ter cerca de 460 mil habitantes, e ser provavelmente a 11ª maior cidade do estado, foi positivo para seus habitantes.





segunda-feira, 26 de maio de 2025

O RELATÓRIO DA COMPANHIA PAULISTA EM 1940

O relatório aos acionistas da Companhia Paulista de
Estradas de Ferro em 1940 mostrava a enorme importância da empresa, que era sediada na cidade.

Em 1939, os passageiros haviam passado de 4,9 milhões (1935) para 6,235 milhões. Os animais transportados, de 573,67 mil para 616,16 mil. 

café chegara a 719,68 mil toneladas transportadas (1938); as chamadas mercadorias diversas passaram de 1,9 milhão de toneladas, em 1935, para 2,74 milhões em 1939. E as bagagens passaram de 90,5 para 104,5 toneladas. 

A extensão das linhas da Paulista chegava a 1.511 quilômetros, exigindo grande estrutura nas oficinas de Jundiaí e Rio Claro; essas cidades também sediavam  dois dos 16 hortos florestais da Paulista. 

Em 1940 a empresa contava com 45 locomotivas elétricas (de bitola 1,60 metro) e 179 locomotivas a vapor (a maioria de bitola 1 metro), que tracionavam centenas de vagões de passageiros e milhares de vagões de carga adequados a cada mercadoria – de animais vivos a   alimentos refrigerados.

Naquela altura, era difícil imaginar que nas décadas seguintes as rodovias passariam a ser prioridade e a Paulista deixaria de existir...


segunda-feira, 5 de maio de 2025

Há 150 anos acontecia um acidente de trânsito em Jundiahy


Há exatos 150 anos, o jornal A Província de São Paulo, hoje O Estado de S. Paulo, noticiava um acidente ocorrido em nossa cidade no dia 3 anterior.

Segundo o jornal, o vigário de nossa cidade, acompanhado de outro padre e do Coronel Joaquim Benedicto voltavam do cemitério em um veículo puxado por "bestas", provavelmente cavalos ou mulas), quando os animais dispararam fazendo tombar o veículo. 

Os dois padres ficaram feridos; a matéria não faz referência a ferimentos do Coronel, que provavelmente era Joaquim Benedicto de Queiroz Telles, o Barão do Japy, uma figura importante em Jundiaí no século XIX. 

Nascido em 10 de junho de 1819, ele era filho do Barão de Jundiaí, Antônio de Queiroz Telles, e irmão do Conde do Parnaíba e da 2ª Baronesa de Jundiaí.

segunda-feira, 17 de março de 2025

JANEIRO DE 1978: O PROFESSOR MAFFIA IA PARA O GUARANI




Em janeiro de 1978, o jornal O Estado de S. Paulo anunciava a ida do saudoso Professor Hélio José Maffia para o Guarani de Campinas, onde exerceria as funções de preparador físico.

O Prof. Maffia também atuou nessa área em grandes clubes do futebol paulista e na seleção brasileira de futebol.

Durante os anos de 1980 a 1988, o Prof. Maffia foi o diretor de nossa ESEF, a Escola Superior de Educação Física.


domingo, 2 de março de 2025

JANEIRO DE 1978: TEMPERATURA CHEGAVA A 34ºC EM JUNDIAÍ

Neste início de 2025 o calor está terrível em Jundiaí, mas em sua edição de 25 de janeiro de 1978, o jornal O Estado de S. Paulo dizia que a temperatura estava chegando a 34ºC em nossa cidade.

O jornal ouvira o agrônomo Fortunato Garcia Braga, que disse que em janeiro a temperatura média na cidade ficava entre 27ºC e 28ºC e que a situação estava preocupando os profissionais da área agrícola, que temiam prejuízos, especialmente no setor de hortaliças.

A matéria dizia também que os hospitais da cidade haviam tomado providências com vista ao atendimento de casos de desidratação infantil, que, no entanto, ainda não tinham saído do número normal. 



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

A RAINHA DA FESTA DA UVA DE 1968


 No final de dezembro de 1967, foram eleitas a Rainha e as Princesas da Festa da Uva e Feira Industrial de 1968.

Maria Alice Gonçalves, representante do Grêmio CP foi a Rainha, enquanto quatro outras jovens foram as Princesas. 

A eleição foi noticiada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que informava também que a Rainha recebeu a faixa de Beatriz de Moura Andrade, esposa do Senador Auro de Moura Andrade; foi coroada por Yole Tozzeto Rossi,  Rainha da Festa de 1958, que fora a última promovida pela Prefeitura.

A abertura da Festa aconteceu em 13 de janeiro.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

VOCÊ SABE O QUE É "BEBERRETE"?

 Pouca gente sabe, mas essa palavra é um
sinônimo de "aperitivo".

Pois foi o que aconteceu na residência do cidadão Octávio de Moraes, comemorando o fato de o mesmo ter sido promovido a  "Carteiro Distribuidor".

O fato foi noticiado pelo jornal "A Situação", de nossa cidade, em sua edição de 16 de julho de 1911 - o pessoal do jornal cumprimentou e agradeceu ao Octávio pelo convite.